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ASSISTÊNCIA SOCIAL

Cresce a população que vive nas ruas

O que mudou, para pior e ainda mais preocupante, segundo contou a secretária Celeste Gomes, são as frágeis condições de saúde dos homens e mulheres que passaram a ser recebidos desde o ano passado em Mogi das Cruzes

O Diário
12/05/2022 às 10:50.
Atualizado em 12/05/2022 às 10:56

Mogi firma parceria para encaminhar pessoas em situação de rua para atendimento em serviços de saúde (Eisner Soares)

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ASSISTÊNCIA SOCIAL

Cresce a população que vive nas ruas

O que mudou, para pior e ainda mais preocupante, segundo contou a secretária Celeste Gomes, são as frágeis condições de saúde dos homens e mulheres que passaram a ser recebidos desde o ano passado em Mogi das Cruzes

O Diário
12/05/2022 às 10:50.
Atualizado em 12/05/2022 às 10:56

Mogi firma parceria para encaminhar pessoas em situação de rua para atendimento em serviços de saúde (Eisner Soares)

A percepção é de que há mais  pessoas de diferentes faixas etárias vivendo ou pedindo dinheiro nas ruas e avenidas de Mogi das Cruzes desde o início desta década, marcada pela pandemia e o aprofundamento da pobreza e da miséria.
 Os registros dos acolhimentos e entrevistas a pessoas em situação de rua atualizados pela Secretaria Municipal de Assistência Social apontam para um grupo formado por cerca de 300 cidadãos acolhidos por instituições da cidade. 
Esse número percorre linha de certa estabilidade. Nesses tempos de pandemia, porém, o que mudou, para pior, segundo contou a secretária Celeste Gomes, são as condições de saúde dos homens e mulheres que passaram a ser recebidos desde o ano passado. São pessoas com a saúde mais fragilizada e acometidas por doenças resultantes de situações como a fome e a dependência químcia.
Desde 2020, o engessamento provocado pela condição de isolamento da sociedade afetou o desenvolvimento de ações preconizadas  pela Política Nacional de Assistência Social, na esfera institucional, e também o acesso dessa população à comida e algum tipo de assistência médica.
O resultado dessas privações é confirmado pelos assistentes sociais.
Em Mogi, o governo municipal tem buscado amparo junto a serviços hospitalares para uma demanda que sempre existiu, mas foi intensificada.
Drama social de complexa resolução, o aumento da população de rua já mostrava o lado cruel do desequilibrio social e da orfandade dessa parcela de pessoas. 
A crise sanitária levou mais pessoas para as ruas - tanto que a reportagem da jornalista Carla Olivo, em O Diário, mostrou a existência de mais grupos familiares nas ruas - e não apenas, homens e mulheres que andavam só.


Ainda houve alta da mendicância feita, em muitos casos, por pessoas mais jovens, como mães de família, que afirmam estarem desempregados. 
O desemprego para quem não tem qualificação, às vezes, nem documento,  é grave efeito da recessão econômica que segue firme e com outras facetas mais terríveis ainda como a inflação - que acaba com o poder de compra, sobretudo, de quem recebe menos ou vive de benefícios governamentais.
Esse quadro impõe dificuldades em cidades como Mogi que fortaleceu canais como os Cras e casas específicas para acolher a população de rua, o que, se por um lado, confirma o olhar sensível dos gestores e da própria comunidade para essa causa, também  cristaliza, negativamente, a falta dessas políticas na nossa vizinhança. O alto número da população de rua flutuante resulta disso. Melhorar essa rede na Região Metropolitana de SP é desafio para os atuais prefeitos e o futuro governador. Empurrar esse problema para a cidade vizinha é contribuir para esse estado de barbárie tão duro de encarar nas ruas de Mogi.

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