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Covid preocupa e invoca: pandemia não acabou

Alta de casos e de internados por Covid-19 pode confirmar o que alguns pesquisadores sempre alertam: a crise sanitária é uma ameaça persistente e complexa

O Diário
14/11/2022 às 14:46.
Atualizado em 14/11/2022 às 14:50

Ainda há adultos e crianças sem as doses de reforço contra a Covid, medida importante para reduzir os casos e a severidade de sintomas (Divulgação - Secom Suzano)

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Covid preocupa e invoca: pandemia não acabou

Alta de casos e de internados por Covid-19 pode confirmar o que alguns pesquisadores sempre alertam: a crise sanitária é uma ameaça persistente e complexa

O Diário
14/11/2022 às 14:46.
Atualizado em 14/11/2022 às 14:50

Ainda há adultos e crianças sem as doses de reforço contra a Covid, medida importante para reduzir os casos e a severidade de sintomas (Divulgação - Secom Suzano)

Na sexta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou o quadro de alta das notificações de casos da Covid-17 em Mogi das Cruzes, mas sem o registro de sintomas relatados em outros países sobre as novas subvariantes do vírus, como a perda olfato e paladar. Porém, o fato de os hospitais deixarem o índice zero de internações e haver uma maior procura por testes em serviços médicos e farmácias alertam para o fato inescapável - as ameaças dessa doença, semelhantes às vividas com a gripe, quando uma cepa mais agressiva ganha força em algum lugar e logo se espalha pelo mundo.

Como a gripe, a Covid requer cuidados sanitários ininterruptos e a manutenção do calendário de reforço de vacinação, com a produção de imunizantes que terão de ser atualizados para preservar vidas e reduzir impactos nas políticas de saúde pública e nas taxas de mortalidade.

Ainda há muitas pessoas sem a terceira e a quarta dose, embora os índices de vacinação no Brasil sejam melhores do que em outros lugares.

Os relatos de pacientes infectados - e que estão entre os muitos casos subnotificados da doença, especialmente porque parte dos testes positivos feitos pelo próprio cidadão não é incluída na notificação oficial - embora o teste na própria farmácia e nos serviços público e privado de saúde seja computado. Porém há, sim, um número real que escapa das estatísticas.

Aliás, os comentários entre amigos sobre os casos de pessoas que passaram a desconfiar de sintomas - que se parecem com os da gripe - ou testaram positivos cresceram nas últimas três semanas.

Acompanhamento da Prefeitura de Mogi das Cruzes realça a mudança - índices de internação zero foram suplantados pela retomada de ocupação de leitos, ainda que a velocidade e o total de internações sejam controlados, quando comparados com alguns meses atrás. Aliás, os leitos para a Covid já foram desarticulados nos hospitais.

Assim como outras coberturas vacinais, para muitas pessoas, o risco da Covid-19 é coisa do passado para muita gente. Isso não é verdade, sobretudo para os pacientes com comorbidades, que já foram, desde o início de 2020, a maior parcela de infectados e dos mortos.

Enquanto as autoridades monitoram os índices atuais, cabe ao cidadão comum se cuidar.

Ainda não há um alerta generalizado e oficial sobre o aumento dos registros, porém, isso já é objeto de preocupação entre técnicos, médicos e gestores públicos.

Esse atual período da pandemia tem outro aspecto intrigante. Coincide com o aumento dos registros de resfriados e gripes, um pouco fora de época, já que vivemos o início de um verão com uma alternância de temperatura, para baixo, inusual. 

De tudo isso, fica o que sabido desde tempos imemoriais - prevenir é melhor do que remediar. Máscara, sobretudo quando há alguma desconfiança dos sintomas da Covid ou da gripe ou comorbidade, e a imunização em dia podem prevenir a doença e garantir um controle para que esses dados epidemiológicos não avancem para aquilo que ninguém sequer gostaria de imaginar: um retrocesso no enfrentamento da doença.

Não é motivo, ainda, para adoção de medidas como a volta do uso das máscaras, em ambientes público, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Mas, já há cautela e pesquisadores reivindicando medidas mais efetivas para cortar, na raiz, as ameaças à saúde pública.

Publicado pela revista científica Nature, no último dia 3 de novembro, um artigo elaborado por 386 cientistas de 112 países - entre eles, cientistas brasileiros de institutos como a Fiocruz, afirma que a Covid-19 é uma ameaça persistente e perigosa ao mundo.

E, isso, se baseia nos números contados até o momento: 6,5 milhões de mortes e 630 milhões de casos confirmados.

Neste painel, os pesquisadores listam recomendações com alto grau de consenso para eliminar essa ameaça à saúde pública. Entre essas recomendações está a realização de uma comunicação efetiva com a população, enfatizar a vacinação, expandir o tratamento e combater as desigualdades no combate à doença.

Nesse item, a urgência de uma melhor comunicação sempre tem sido destacada por este jornal - ao menos na cidade e na região, o poder público municipal precisa fazer mais para levar a comunidade aos postos de vacina e garantir o acesso mais rápido mais facilmente ao imunizante.

Muitas pessoas desistiram de completar o reforço porque quando procuram os serviços, enfrenta a demora para obter a dose. Algo que também fermenta o desinteresse pela vacinação.

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