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EDITORIAL

Barreiras eletrônicas para inibir crimes

A instalação de equipamentos em praças e escolas precisa ser atrelada a recursos materiais e humanos para combater a violência

O Diário
02/01/2023 às 16:08.
Atualizado em 02/01/2023 às 16:24

Totens estão sendo instalados em pontos estratégicos para ampliar a segurança dos mogianos (Divulgação - Eduardo Santos)

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EDITORIAL

Barreiras eletrônicas para inibir crimes

A instalação de equipamentos em praças e escolas precisa ser atrelada a recursos materiais e humanos para combater a violência

O Diário
02/01/2023 às 16:08.
Atualizado em 02/01/2023 às 16:24

Totens estão sendo instalados em pontos estratégicos para ampliar a segurança dos mogianos (Divulgação - Eduardo Santos)

A instalação de 10 totens para garantir um maior monitoramento eletrônico a pontos estratégicos de Mogi das Cruzes faz parte de um pacote de investimentos que pretende garantir uma barreira eletrônica contra o crime na cidade.

O crescimento dos furtos e roubos em ruas, praças e em equipamentos públicos como escolas e postos de saúde passaram a exigir melhores respostas da segurança pública - o olhar eletrônico é um recurso importante para inibir, investigar e contribuir para punir os criminosos. Porém, flagrantes aleatórios, sem equipes policiais e guardas municipais que possam rapidamente ser acionados e chegar aos pontos onde os criminosos agem, tendem a seguir como situação pontual. O combate à violência urbana exige mais.

Anúncios feitos no passado pelo prefeito Caio Cunha, do Podemos, para essa área, somente agora, no início do terceiro ano da gestão, começam a ganhar corpo com a chegada de apenas 10 totens, que têm gerado a curiosidade dos mogianos que passam por locais contemplados com a tecnologia, como a rua Dr. Deodato Wertheimer.

O Diário mostrou no final do ano que são implantados os totens que, além do monitoramento em 360 graus, do tipo 'Speed Dome', captando, em alta resolução, imagens de até dois quilômetros de distância, são dotados de alarmes e, o mais interessante, vai permitir que o munícipe interaja diretamente com a Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp) para comunicar algo que esteja ocorrendo naquele momento. 

Os equipamentos estão endereçados a pontos escolhidos pela Secretaria Municipal de Segurança, para impedir roubos, furtos, vandalismo e outras ocorrências que têm acontecido com alguma frequência nesses locais.

Além disso, outras câmeras estão são compradas e vão para as proximidades de locais como escolas e postos de saúde - endereços que passaram a ser o alvo dos ladrões, como este jornal tem mostrado nos últimos meses.

O monitoramento eletrônico é um recurso propositivo - porém, falhas no funcionamento das cãmeras que precisam funcionar 24 horas por dia e a necessidade da rápida substituição dos equipamentos e  tecnologias usadas não conseguem entregar à Guarda Municipal e Polícia, o que se vê em outras cidades do mundo.

Um caso recente foi comentado pelo prefeito Caio Cunha, durante uma conversa com jornalista, no final do ano passado, sobre furtoe e sequestros-relâmpago nas proximidades do Clube de Campo - em uma destas ocorrências havia uma câmera em operação, que não conseguiu gerar as imagens suficientes para identificar os autores do crime. Uma parceria foi firmada, neste caso, para potenciar uma tecnologia que carece daquilo que enfraquece as políticas de segurança pública, a mão de obra huma.

As corporações policiais da cidade, das polícias Civil e Militar, estão desfalcadas há décadas e, sem isso o principal, os recursos humanos, estratégias para flagrar os crimes fraquejam.

É por isso que os comércios da região central, por exemplo, seguem como alvo fácil dos marginais aos finais de semana, quando as ruas desse miolo comercial ficam desertas e as invasões ocorrem com facilidade. 

A chegada dos totens e novas tecnologias alenta, mas não promete grandiosas mudanças em uma área da gestão pública tão cobrada pela população que vive e/ou trabalha no centro e também na periferia. 

Há uma expectativa criada com a chegada do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobretudo no melhor aparelhamento das políticas com recursos humanos e materiais - os batalhões seguem com os mesmos problemas de anos atrás, como a falta de viaturas e agentes em cidades como Mogi das Cruzes que, em um ano, recebeu 16 mil novos moradores, como a estimativa populacional do IBGE demonstrou no final de semana.

A instalação dos totens inova, mas não traduz o que a população cobra e espera do governo municipal: política pública de resultado contra a sensação e a insegurança real enfrentada pelo cidadão.

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