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EDITORIAL

As chuvas em Mogi e seus problemas

Entramos no círculo vicioso que inclui a desatenção do Estado com o Tietê e a falta de previsibilidade dos políticos e administradores em relação a tais problemas.

O Diário
16/12/2022 às 15:57.
Atualizado em 18/12/2022 às 19:14

Cidade voltou a ver estragos da chuva (Mariana Acioli)

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EDITORIAL

As chuvas em Mogi e seus problemas

Entramos no círculo vicioso que inclui a desatenção do Estado com o Tietê e a falta de previsibilidade dos políticos e administradores em relação a tais problemas.

O Diário
16/12/2022 às 15:57.
Atualizado em 18/12/2022 às 19:14

Cidade voltou a ver estragos da chuva (Mariana Acioli)

O verão ainda nem chegou e a cidade já está sofrendo com os efeitos de chuvas rápidas, porém intensas, que têm atingido Mogi das Cruzes, nos últimos dias e semanas.

E os resultados dessas precipitações antecipadas não têm sido nem um pouco favoráveis aos mogianos que voltaram a conviver com problemas como inundações, quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica, só para ficarmos nos mais triviais.
Porém, por mais intensos que tenham sido os temporais dos últimos dias, suas consequências têm extrapolado problemas semelhantes ocorridos num passado não muito distante.

Sinal de que torna-se necessária uma maior atenção para tais episódios por parte do poder público.

Quando uma chuva relativamente rápida consegue, por exemplo, derrubar muros de áreas públicas, como escolas e até próximo de linhas férreas, pode ser um sinal de que outros fatores podem ter contribuído para isso.

Da mesma forma que o transbordamento de córregos como Canudos e Gregório, em dias subsequentes, deve chamar atenção para o fato de que pode estar faltando algo além daquilo que tem sido feito, até agora, pelo município.

No caso dos córregos, por exemplo, não basta apenas a limpeza superficial do mato e a retirada de entulhos que, infelizmente, a população ainda insiste em jogar em seus interiores.

Há muito tempo não se ouve falar no desassoreamento desses cursos d’água, algo que deveria acompanhar  as ações na superfície. Com a retirada de areia e outros dejetos que se acumulamno fundo desses riachos, haveria um aprofundamento natural de suas calhas, reduzindo as condições de transbordamentos constantes.

Um trabalho que em tempos passados era feito por trabalhadores braçais, mas que hoje conta com a colaboração de pequenas dragas ou retroescavadeiras, capazes de oferecer maior eficiência e rapidez a esses serviços.

Nesta semana, um leitor da coluna “Teorias de Darwin”, o ex-diretor do Departamento de Limpeza Pública, José Roberto Elias Rodrigues, chamava a atenção para um outro problema, ainda mais grave, em sua opinião.

Ele se referia à falta de uma limpeza em regra, e, principalmente, do desassoreamento do rio Tietê, para onde convergem as águas dos principais córregos da cidade. Com o leito do Tietê sujo e sua profundidade praticamente inexistente em inúmeros pontos, não existe, na opinião do leitor, a declividade suficiente para a absorção natural das águas dos afluentes, fato que, segundo ele, dificulta o escoamento rápido dos córregos, também com problemas. 

Ou seja, mais uma vez entramos no círculo vicioso que inclui a desatenção do Estado para com nosso principal manancial e a falta de previsibilidade dos políticos e administradores que, como diz o ditado caipira, “só se lembram de Santa Bárbara, na hora que relampeja”, ou seja, só reconhecem e se preocupam com tais problemas quando eles estão acontecendo e, o pior, poderão ocorrer com maior frequência, com a chegada das chuvas de verão.

Dessa forma, sem as obras realmente necessárias, resta correr atrás dos prejuízos que já deram mostra de  que poderão ser ainda maiores, por conta das esperadas chuvas intensas que o final deste e início do próximo ano prometem para a região de Mogi. 
Por isso, só nos resta mesmo rezar e torcer para que o pior não aconteça.

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