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OPINIÃO

Alta insegurança

Os relatos de assaltos e furtos de telefone a canos de cobre em creches e hospital, em Mogi, demoram a surtir o efeito esperado: a intensificação do policiamento

O Diário
21/07/2022 às 10:43.
Atualizado em 21/07/2022 às 19:36

Série de cinco furtos em unidade de ensino no Conjunto Santo Ângelo, denunciada pelas Irmãs Ursulinas, não é fato isolado (Arquivo)

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Alta insegurança

Os relatos de assaltos e furtos de telefone a canos de cobre em creches e hospital, em Mogi, demoram a surtir o efeito esperado: a intensificação do policiamento

O Diário
21/07/2022 às 10:43.
Atualizado em 21/07/2022 às 19:36

Série de cinco furtos em unidade de ensino no Conjunto Santo Ângelo, denunciada pelas Irmãs Ursulinas, não é fato isolado (Arquivo)

O noticiário e as imagens flagrantes de furtos, assaltos e confusões nas madrugadas de Mogi das Cruzes não dão trégua. Reportagens deste jornal e da tv, imagens replicadas nas redes sociais por vítimas e os relatos de comerciantes, empresários e trabalhadores, além de entidades classistas como a Agestab (Associação Gestora do Distrito do Taboão), AGFE (Agência de Fomento Empresarial de Mogi das Cruzes) e Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes), preocupam pela variedade e constância dos crimes - são furtos de celulares, de carga e até de cabos de cobre em creches e até hospital. E ainda há os assaltos e invasões a estabelecimentos. 

A quantidade de relatos e a opção de muitas vítimas de não mais procurar a Polícia para registrar oficialmente os crimes banalizam a violência urbana. Aqui prevalece o perigo e potencializa as forças do crime organizado.

Intrigam, ainda, as respostas automáticas e generalizadas de órgãos como a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Quase sempre, no teor das explicações das autoridades, estão dados que não batem com a realidade das pessoas que passam a não sair mais de casa à noite, e a temer o que vão encontrar quando vão abrir, a cada nova manhã, as lojas em determinados polos comerciais, como os da região central de Mogi das Cruzes e de regiões como o Largo Francisco Ribeiro Nogueira (antigo 1º de Setembro).

Creches estão suspendendo as aulas, com mais frequência, porque os furtos de cabos deixam os estabelecimentos sem luz e comunicação (reveja reportagem sobre o drama relatado pelas Irmãs Ursulinas, em maio).

No Conjunto Santo Ângelo, as educadoras que realizam um trabalho social e educacional com jovens e adolescentes foram vítimas, cinco vezes seguidas, de ladrões.

Nesta semana, a TV Diário trouxe problema semelhante enfrentado pela Creche Fraternidade e o Hospital Mogi Mater, que são vizinhos no bairro dos Remédios. 

Quando endereços como creches e hospital estão na mira de criminosos, a cidade dá um sinal verde para a atuação criminosa.

O duro é esse sentimento de impotência, impunidade e desconsideração que as vitimas relatam. Por isso, muitas pessoas sequer registra as ocorrências - o que é prejudicial, mas explicável pela falta de respostas pontuais aos crimes.

Há de se cobrar, ao menos, a intensificação do policiamento preventivo. Mais guardas e policiais nas ruas, em diferentes horários. A aceleração desses flagrantes registrados em vídeos - como o da briga generalizada em frente a uma tabacaria, no centro de Mogi - traça um diagnóstico nefasto sobre esse atual momento da segurança pública na cidade e em outros municípios da região. 

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