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EDITORIAL

Alô mogiano, vamos vacinar?

Esse modelo, de falar com o o cidadão, pode vingar para futuras campanhas de saúde destinadas a esse público, mais vulnerável a doenças infecciosas ou crônicas

O DiárioPublicado em 10/09/2021 às 08:10Atualizado há 18 dias
Arte: O Diário
Arte: O Diário

Acerta de diferentes maneiras a política adotada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes de ligar para os mogianos acima dos 85 anos pelo 160 do Sistema Integrado de Saúde (SIS) para agendar a vacina de reforço contra a Covid-19, ou terceira dose, como também é chamada.

Tal iniciativa poderá ter retorno mais eficaz no índice de cobertura desta parcela da população, servir ainda de base para se descobrir outras facetas do enfrentamento da doença, como a ausência de idosos para a aplicação da segunda dose e se pesquisar e aferir, inclusive, as dificuldades que os mais velhos enfrentaram para agendar a hora da imunização pelo Clique Vacina.

Num país como o Brasil, com gritantes diferenças sociais e no acesso à internet e tecnologia, a vacinação cria um apropriado laboratório para se melhorar a estratégia de comunicação e atendimento ao cidadão, em municípios  grandes, como Mogi das Cruzes, que caminha para chegar aos 500 mil habitantes.

Se trata, óbvio, de atender quem  não conseguia acessar um site e marcar o agendamento, em poucos minutos, quando a oferta das doses era maior. Mas, também de monitorar e saber o tamanho do grupo de moradores que não dispõe de familiares ou conhecidos que os socorreram nessa operação pela preservação da saúde.

O “Alô, Vacina”, tão logo foi divulgado por este jornal, foi bem-recebido por leitores porque facilita a vida desse público e trata esse contribuinte que passou a maior parte da vida pagando seus impostos de maneira respeitosa e digna.

Pode parecer que não, mas a população brasileira envelhece e está cada vez mais sozinha. Cuidar da saúde, em uma pandemia, nessa condição, se torna ainda mais desafiador.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes poderá ter um documentário sobre os motivos das faltas à segunda dose no contato direto com a população interessada em se vacinar. 

O modelo pode vingar para outras campanhas de saúde para esse público, que é o mais vulnerável a doenças crônicas, como a hipertensão, ou infecciosas, caso da gripe.

Obrigação do estado, facilitar a vida do cidadão é o que se espera da gestão pública. A terceira dose será de extrema valia para manter a proteção do mogiano nos próximos meses. Está na faixa dos +60 anos o maior número de vítimas fatais. O caminho contrário do percorrido até agora pode sanar falhas e potencializar o programa mogiano de enfrentamento da Covid.

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