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EDITORIAL

Acidentes fatais em estradas

O crescimento da mancha ocupada na zona rural é processo complexo que exige do poder público e da sociedade atenção integral, fiscalização implacável, etc

O Diário Publicado em 11/01/2022 às 07:29Atualizado há 14 dias
Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

Neste mesmo espaço, no ano passado, este jornal alertou: há de se tomar alguma medida para prevenir os gravíssimos acidentes na estrada das Varinhas, a rodovia Engenheiro Cândido do Rêgo Chaves, acesso entre os distritos de Jundiapeba, Quatinga e Taiaçupeba.

É questão de tempo para outras famílias e comunidades enfrentarem a dor do luto e perda por acidentes fatais no caminho de pista simples, aparentemente de pouco movimento, mas com pontos propícios para o desenvolvimento da alta velocidade. Aliada à imperícia e imprudência, o excesso do velocímetro acaba em colisões e capotamentos. É lei da física.

A região entre esses três distritos ganha maior volume de veículos em resposta ao fenômeno de ocupação de imóveis desmembrados e, inclusive, de condomínios e loteamentos clandestinos, como este jornal, a Câmara e a Prefeitura têm alertado desde a virada do milênio.

A pressão imobiliária e a busca de muitas famílias por uma vida longe dos grandes centros tornaram esse território chamariz para novas construções.

O crescimento da mancha ocupada na região rural é um processo complexo e que exige do poder público atenção em tempo integral, investimentos em monitoramento, fiscalização implacável, pressão ao DER (o responsável pela segurança dessas vias).

 O jeitinho acaba com novos bairros sem estrutura, estradas sem segurança.

Há um conjunto de medidas não seguidas que confronta o governo municipal de tempos em tempos. Com a pandemia, esse movimento  pode ter acelerado porque a administração pública sofre com a desarticulação de seus setores. Combater a Covid-19 teve prioridade.

E o que isso tem a ver com o acidente na estrada das Varinhas, que matou um jovem, no sábado, e o óbito de uma outra mulher, atropelada e morta no acesso a Taiaçupeba, na Mogi-Bertioga

Alguns dos mesmos princípios exigidos às cidades (não só Mogi, sublinhamos) e aos cidadãos: um pacto pela qualidade de vida, pelo cumprimento da lei, um rigoroso planejamento que antecipe a realidade, e a punição exemplar.

O aumento da ocupação desses distritos eleva as demandas por serviços públicos como segurança, rodovia segura, saneamento, saúde, educação, e por aí vai.

Inquéritos vão investigar as causas dos acidentes. Na estrada de Varinhas, as primeiras informções são conta que a motorista, uma mulher de 27 anos, não tinha habilitação e teria ingerido álcool. No atropelamento fatal, no domingo, o motorista também não era habilitado.

 Os dois acidentes com vítimas fatais registrados no último final de semana em estradas que cortam Mogi das Cruzes alertam para a necessidade de providências para proteger a vida. Também indicam como a sociedade ainda produz um trânsito violento, irresponsável e predisposto a tragédias.

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