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COMBATE EM MOGI

Abuso sexual infantil, um crime intolerável

Por ano, segundo afirmou a delegada Luciana Amat, que responde pela Delegacia de Defesa da Mulher, 200 investigações ligadas a esse tipo de denúncia ocorrem no município. Isso equivaleria a uma média de16,6 casos por mês

O Díário
24/05/2022 às 07:20.
Atualizado em 24/05/2022 às 07:31

Mais de uma criança ou adolescente é vítima de abuso ou exploração sexual a cada dois dias na nossa cidade (Reprodução - Unsplash)

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COMBATE EM MOGI

Abuso sexual infantil, um crime intolerável

Por ano, segundo afirmou a delegada Luciana Amat, que responde pela Delegacia de Defesa da Mulher, 200 investigações ligadas a esse tipo de denúncia ocorrem no município. Isso equivaleria a uma média de16,6 casos por mês

O Díário
24/05/2022 às 07:20.
Atualizado em 24/05/2022 às 07:31

Mais de uma criança ou adolescente é vítima de abuso ou exploração sexual a cada dois dias na nossa cidade (Reprodução - Unsplash)

Quando se leva em consideração que uma grande parte dos casos desse tipo de violência não chega até uma delegacia, são ainda mais assustadores os  dados divulgados em encontro sobre o combate ao abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes em Mogi das Cruzes. Por ano, segundo afirmou a delegada Luciana Amat, que responde pela Delegacia de Defesa da Mulher, 200 investigações ligadas a esse tipo de denúncia ocorrem no município. Isso equivaleria a 16,6 casos por mês, ou ainda, mais de uma criança ou adolescente vítima a cada dois dias na nossa cidade. 

Crime que costuma ser preservado dentro de quatro paredes por falta de um olhar mais apurado sobre o comportamento infantil ou juvenil - que pode denunciar tais agressões, o Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes reuniu lideranças de setores como a Justiça e a Polícia Civil na Câmara Municipal.

É urgente utilizar os relatos das autoridades que têm o conhecimento sobre essa violação de direitos em políticas públicas que melhorem o acesso aos canais para a denúncia, bem como promovam a conscientização da sociedade a respeito dessa violência.

O juiz da Infância, Gioia Perini, destacou a importância da denúncia  e de mudanças de comportamento, sobretudo dos homens. “Infelizmente, o moralismo e o machismo ainda são fatores que atrapalham na identificação desses casos. É preciso romper com a cultura do silêncio. É importante tocar em assuntos que são tabus porque isso vai ajudar a deixar nossas crianças menos vulneráveis”, disse.

Já o depoimento mais dramático, em nossa opinião,  coube à delegada da Mulher, em Mogi. “A violência sexual contra crianças e adolescentes atinge a todas as classes sociais. Temos em média 200 investigações por ano ligadas a esse tipo de denúncia. A punição é fundamental não apenas para fazer justiça, mas para inibir a reincidência e servir de exemplo para outros agressores”, conclamou.

Ao falar sobre a inexistência de limites sociais - ao contrário do que muitas pessoas ainda pregam, ou seja, que os abusos e crimes ligados à violência familiar estão estocados apenas nas classes mais pobres, a delegada amplia o universo a ser trabalhado, inclusive junto a escolas e serviços públicos e particulares, que podem compor a rede de proteção e denunciar tais abusos.

Conhecer os meandros desses casos judiciais, em geral, mantidos em sigilo para a proteção das vítimas, o que está certíssimo, é uma forma de  combate. Quanto menos se fala sobre os abusos e a exploração sexual, maiores serão a impunidade e a extensão dos dados físicos e emocionais das vítimas.

Outra meta dessa luta: a rápida criação do Ambulatório Multiprofissional e Interdisciplinar para o atendimento e tratamento posterior à violência sexual a crianças e adolescentes. Indicação já aprovada pelo Legislativo, que depende agora, do poder Executivo, o serviço reduzirá traumas gerados pelos depoimentos colhidos atualmente por diferentes órgãos, o que maltrata ainda mais a vítima desses abusos intoleráveis.

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