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Editorial

A volta dos radares em Mogi

Com 30 pontos de radares, sistema operado pelo Consórcio Segurança e Fluidez atenderá endereços que não constavam com o radar fixo; por outro lado, trechos considerados perigosos ficaram de fora da lista

O Diário
15/07/2022 às 07:18.
Atualizado em 15/07/2022 às 07:50

Novos radares começam a funcionar na próxima quarta-feira em 30 pontos de Mogi das Cruzes (Divulgação - Prefeitura de Mogi)

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Editorial

A volta dos radares em Mogi

Com 30 pontos de radares, sistema operado pelo Consórcio Segurança e Fluidez atenderá endereços que não constavam com o radar fixo; por outro lado, trechos considerados perigosos ficaram de fora da lista

O Diário
15/07/2022 às 07:18.
Atualizado em 15/07/2022 às 07:50

Novos radares começam a funcionar na próxima quarta-feira em 30 pontos de Mogi das Cruzes (Divulgação - Prefeitura de Mogi)

Após um intervalo de praticamente dois anos, os radares eletrônicos passarão a operar em avenidas e cruzamentos de Mogi das Cruzes, a partir de quarta-feira (21) - durante a primeira semana, multas não serão aplicadas aos motoristas infratores.

O sistema de fiscalização eletrônica ficou praticamente esquecido entre 2020 e 2021 quando o último contrato foi fatiado e acabou valendo somente durante três meses e não em todos os 32 locais acordados para monitorar o trânsito da cidade, que tem uma frota local de peso e ainda recebe veículos de passagem pelo municipio.

Agora, esse teto foi reduzido para 30 pontos, com alguns equipamentos instalados em novos locais - o que revela uma diversificação na rede de vias que passarão a ser atendidas pelo modelo de controle da infrações e prevenção dos acidentes.

Na cidade ideal, a educação para o trânsito funcionaria como em boa parte dos países do mundo e não existiriam os radares, sempre malvistos e fonte de desconfiança por serem, infelizmente usados por muitos gestores pelo Brasil afora mais como uma fonte de arrecadação do que um instrumento de fiscalização e segurança.

Há um fato que, no entanto, precisa ser levado em consideração sobre a eficácia e validade desse sistema, sem personalismo, como muitas pessoas fazem, dizendo que a culpa são os outros e simplicando o que nao é simples - Mogi das Cruzes tem sido palco de terríveis e constantes acidentes graves, com o registro de vítimas fatais ou com sequelas definitivas.

Outra constatação é o aumento do uso do transporte individual flagrado causando lentidão em vias de bairro - e não mais apenas nos corredores principais, o que eleva os riscos à comunidade. Embriaguez, imperícia e imprudência brotam das mãos de muitos motoristas, e também há desatenção de pedestres e ciclistas.

Impunidade, frágeis sistemas de fiscalização e multas e condutores irresponsáveis estão por detrás dessa escalada de mortes no trânsito. Nas margens da cidade, como a Estrada das Varinhas e a Mogi-Taiaçupeba, que são de responsábilidade do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), essas tragédias estão fadadas a acontecer a qualquer momento porque não há notícia sobre quando os radares voltaram aos pontos viciados de acidentes. Fiscalização de agentes públicos, nesses pontos, esquece.

Sobre o novo sistema, na cidade, a escolha de alguns pontos que antes não contavam  com esse monitoramento pode ser fato positivo porque o controle oficial passa a atender outras vias. Já um fato que começa a ser levantado - a falta de radar em avenidas que registram acidentes e o desenvolvimento de alta velocidade por parte de  motoristas - impõe a necessidade, então, de se ampliar outros meios de fiscalização, como a presença de agentes de trânsito.

A se conferir mais tarde serão os resultados do emprego de soluções mais tecnológicas para gerir o trânsito, sempre em destaque nos anúncios da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana. Segundo a gestão, o novo contrato não foca apenas o caráter de fiscalização, mas em um modelo que irá possiblitar prevenir acidentes e tornar as ruas mais seguras com o emprego de sistemas mais modernos. Está nesse conceito, aliás, a explicação para o  valor do contrato atual ter subido em R$ 2,2 milhões em relação ao anterior. Agora, o sistema vai custar, aos cofres públicos, R$ 11,7 milhões por ano.

A tecnologia tem muito a ajudar no rastreamento de situações que podem tornar a cidade mais segura. Os resutlados, no entanto, o futuro apresentará.

  

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