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LONGA ESPERA

A triste sina da região da Volta Fria que reivindica ponte há 40 anos

Governo do Estado inclui obra em pacote embrulhado para as eleições: resta esperar para ver se Mogi das Cruzes vai conquistar mesmo o asfalto e a melhoria para o bairro

O DiárioPublicado em 25/09/2021 às 09:17Atualizado há 1 mês
Veículos pesados não podem circular pela ponte da Volta Fria há anos / Eisner Soares
Veículos pesados não podem circular pela ponte da Volta Fria há anos / Eisner Soares

A construçãoda ponte e o asfaltamento da Volta Fria nunca foram prioridade de governo, mesmo com o drama de um número crescente de famílias que passaram a ocupar as terras mais baratas e em adensamento forjado pela pressão por moradia e teto.

Essa região é alvo de um crescimento lento por causa da distância e impeditivos ambientais. Nessa parte do território mogiano está, entre outras coisas, uma área ambiental preservada e praticamente desconhecida dos mogianos mais novos, integrante da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e detentora, por isso, do título de Patrimônio Comum da Humanidade, integrante do Programa O Homem e Biosfera da Unesco, a Organização das Nações Unidas.

Trata-se da Estação Ecológica do Itapeti, que preserva 1,71% da extensão desse remanescente ameaçado da Mata Atlântica.

Ali está a várzea do rio Tietê e o passivo ambiental deixado pelo lixão de Mogi, felizmente desativado - mas, ainda agora, não totalmente remediado.

Além de famílias em número robusto o bastante para exigir a manutenção de ônibus diários que levam os estudantes a escolas de Jundiapeba, a Volta Fria mantém trânsito intenso de caminhões por causa da manutenção de um espaço de transbordo do lixo que segue de Mogi para aterros autorizados. Caminhão mais estrada de terra é lama ou poeira o ano todo.

Esse núcleo de trabalhadores, estudantes e moradores esperam há mais de 40 anos a construção de uma ponte decente e segura para ir à escola, posto de saúde,  comércio, trabalho e à estação de trem.

No pacote Pró-São Paulo impossível de ser dissociado das pretensões políticas do  governador João Doria, candidato a presidente do Brasil, a obra foi resgatada do depósito de pendências do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), onde permaneceu após a empresa responsável pelo projeto abandonar o canteiro de serviços.

Será o fim dessa triste sina moldada pela negligência do estado e apatia dos vereadores e ex-prefeitos que não conseguiram incluir a Volta Fria como prioridade?

Não temos resposta.

Só o tempo definirá se a palavra do governador dada à véspera da eleição de 2018 a este jornal, de atender as pendências do Estado, será cumprida.

A Volta Fria depende desse investimento viário para se desenvolver e ser rota alternativa entre a Ponte Grande (Perimetral) e Jundiapeba.

Vergonha dessa omissão com os moradores que não podem usar a ponte há anos por causa da insegurança e precariedade do acesso, os políticos não têm.  

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