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EDITORIAL

A reforma administrativa da gestão Caio Cunha

'Acomodados os novos escolhidos em cargos extremamente sensíveis, como o da Educação, a torcida é pelo acerto na busca por eficiência, organização e resultados'

O Diário
19/02/2022 às 08:15.
Atualizado em 19/02/2022 às 11:07

Nesta semana, Caio Cunha anunciou novos secretários (Arquivo - O Diário)

No início do segundo ano de mandato, o prefeito Caio Cunha (PODE) avança com a reforma administrativa e realinha postos de comando estratégicos para a execução dos planos de governo que propuseram, durante a campanha eleitoral, mudanças, inovação, qualificação e modernização da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Nesta semana, foram anunciados os secretários de  Educação (Patrícia Helen Gomes dos Santos), Meio Ambiente e Proteção Animal (André Saraiva) e Esportes (Gustavo Nogueira). Os três nomes foram retirados da própria administração municipal e o ex-secretário de Esportes, Ewerton Komatsubara, será mantido no governo e assumirá a Diretoria de Basquete.  Já Gustavo Nogueira era o adjunto, e assumirá como titular em março.

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A busca de soluções caseiras dá resposta a pesadas críticas sobre a busca de “notáveis” fora da cidade, que encontraram resistência entre os próprios funcionários municipais.

Ainda haverá alterações. Uma das mais esperadas tem como destino a Secretaria de Segurança, ainda sem substituto após a saída do delegado André Ikari - que deixou o posto, não por conflitos administrativos, ao contrário, vinha apresentando resultados interessantes na condução da Guarda Municipal.

Acomodados os escolhidos em postos extremamente sensíveis, como o da Educação, a torcida é pelo acerto na busca pela eficiência, organização, transformações positivas e resultados. O longo tempo focado apenas na saúde, por causa da Covid-19, desaparelhou setores da cidade, suspendeu ou adiou obras e decisões.

Os dois primeiros anos de uma gestão gastam energia e tempo com escolhas, planejamentos e o desenho de rotas. Não só por estar estreando no cargo, mas para o prefeito Caio Cunha, esse período foi carimbado por condição inigualável: uma pandemia e os severos efeitos sociais e econômicos construídos por ela. No fim das contas, no entanto, isso pouco será lembrado pelo eleitor.

Embora ex-vereador e mais aliado do que opositor aos prefeitos que o antecederam, o político responde agora por uma cidade de porte, à beira de somar 500 mil habitantes e, por isso mesmo, grandiosas e urgentes demandas por serviços públicos na saúde, emprego, educação, segurança e transporte - para citar os mais cobrados pela população.

Já houve tempo para avaliar a equipe e definir quem fica e quem prossegue para tocar o projeto identificado por mudanças. O suporte técnico, qualificado e até político desse grupo moldará a identidade da gestão Caio Cunha. 

 Outra novidade a ser acompanhada de perto será a criação da pasta da Habitação - setor nevrálgico com pendências como a regularização de imóveis, conflitos antigos e novos de terra e a proliferação ilegal de condomínios e desmembramentos de imóveis em áreas públicas e de proteção ambiental. 

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