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EDITORIAL

A fragilidade na saúde

"Levantamento da Prefeitura de Mogi mostra que das 36 mil pessoas que procuraram um médico nos últimos dias, 25 mil estavam com sintomas gripais"

O Diário
06/01/2022 às 07:26.
Atualizado em 06/01/2022 às 07:26

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EDITORIAL

A fragilidade na saúde

"Levantamento da Prefeitura de Mogi mostra que das 36 mil pessoas que procuraram um médico nos últimos dias, 25 mil estavam com sintomas gripais"

O Diário
06/01/2022 às 07:26.
Atualizado em 06/01/2022 às 07:26

O surto de gripe e o aumento de casos de Covid nas últimas semanas de dezembro mantêm a saúde pública e privada no centro das preocupações e atenção por mais tempo do que se esperava. E tem um agravante - isso ocorre quando se ensaiava a retomada das agendas para a realização de consultas, exames e cirurgias eletivas represadas por causa da pandemia desde 2020. A urgência e a semelhança dos sintomas das duas doenças voltam a superlotar serviços hospitalares, como este jornal noticia há alguns dias.
O surto de gripe em pleno verão e a variante ômicron vão postergar ainda mais a estabilidade de um setor tão afetado pela crise sanitária.
O quadro de espera pelo médico evidencia a gravidade criada pela coincidência dos registros das duas doenças que possuem sintomas parecidos e atacam, ambas, o sistema respiratório.

Em Mogi das Cruzes, levantamento divulgado pela Prefeitura revela que das 36 mil pessoas assistidas em equipamentos como as Upas, 25 mil tinham sintomas da gripe, ou seja, 70% da demanda durante 19 dias.

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Nas redes sociais, as reclamações do aumento de tempo de espera miram o sistema público, mas também os hospitais particulares.
Essa situação cria dificuldades porque os gestores das duas redes começaram a desarticular os serviços criados para tratar a Covid, e se preparavam para voltar à rotina de atenção a outras doenças.

A dúvida é saber qual será o momento mais apropriado, bem como a velocidade da reorganização estrutural diante de tanta imprevisibilidade - ainda que a gravidade dos casos da doença provocada pela variante ômicron e o tempo de internação dos pacientes sejam menores, o que deveria sugerir uma razoável estabilidade.

O problema é com a saúde não brinca. A dor exige resposta urgente, nas duas redes.

Outro ingrediente preocupante reside no descontrole dos dados oficiais nessa reta da pandemia, provocado pelo apagão no sistema de monitoramento do Ministério da Saúde, invadido por hackers.

A saúde depende ainda mais de um pacto entre a sociedade e o poder público, responsável por calibrar as decisões administrativas para inibir o avanço do contágio.

Em Mogi das Cruzes, respostas como a descentralização dos atendimentos se tornou importantíssima. E deveria ser aliada à rápida divulgação das informações que vão direcionar os pacientes para os endereços preparados para atender ao surto e à pandemia.

Manter uma boa comunicação no percurso do enfrentamento dessas e outras doenças favorece o bem-estar da população. A criação de um centro de atenção à gripe visa combater a demora de horas para se chegar até a frente do médico e receber a melhor orientação. Foi uma decisão estratégica e positiva.

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