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Terror sobre duas rodas

"As cidades, principalmente as grandes, obviamente não têm condições de contar com policiamento em todos os lugares"

Laerte Silva
07/01/2022 às 14:45.
Atualizado em 08/01/2022 às 08:13

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Terror sobre duas rodas

"As cidades, principalmente as grandes, obviamente não têm condições de contar com policiamento em todos os lugares"

Laerte Silva
07/01/2022 às 14:45.
Atualizado em 08/01/2022 às 08:13

O noticiário policial nacional vem ganhando contornos preocupantes ao mostrar o elevado número de crimes praticados com o uso de motos. Os roubos sobre duas rodas tornaram-se um terror diário, havendo ocorrências em diversos horários, localidades e independentemente de classe social.  Nos casos mostrados, em geral os bandidos atacam para roubar o celular e acessar a ferramenta PIX de transferência rápida de valores, mas os criminosos, sempre violentos, levam o que lhes pareça ter algum valor entre os pertences das vítimas. Sem falar nos homicídios.

Há um elemento comum nos crimes praticados com o uso de motos, que é a figura do garupa, o qual está sempre com arma em punho para o crime, deixando seu comparsa livre para sair em disparada.   

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As cidades, principalmente as grandes, obviamente não têm condições de contar com policiamento em todos os lugares, os criminosos são rápidos, mas diante de tantos casos mostrados que começam a se tornar banais pela repetição, o sentimento é de que é preciso fazer algo.

As motos servem ao lazer, de transporte para ir ao trabalho, estudar e se constituem em veículo importante para o sustento da família, como é o caso dos entregadores, porém, infelizmente a profusão de crimes apresenta uma situação de aumento exponencial que demanda ação policial focada nesta modalidade de delito.

Muitos motoristas ao parar nos semáforos temem a aproximação de motos com duas pessoas, o que mostra a sensação de insegurança que se espalha nas ruas.  Evidente que não se pode generalizar, mas começamos a perceber que este tipo de crime não pode ser ignorado pelas autoridades e requer ações de inteligência e trabalhos de abordagem mais intensivos.
O mapeamento de localidades com ocorrências é um dado importante, não o único, porém, diante do aumento dos roubos com o uso de motos, se não houver forte ação preventiva, seguirá alimentando o roubo do veículo, que por sua vez instigará o bandido pela facilidade em escapar sobre duas rodas e propiciará cada vez mais casos de roubos noticiados todo dia.
Claro que este quadro não se reduz à questão policial, tem nele um elemento social e também político. No campo legal cabe ao Congresso Nacional ser capaz de perceber a demanda da sociedade e trabalhar a legislação punitiva. Uma lei mais severa não acaba com a criminalidade por si só, mas ajuda bastante.  Questão de sensibilidade parlamentar. 

Laerte Silva é advogado

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