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ARTIGO

Santa Casa de Mogi - contas e atitudes

Laerte Silva
12/11/2021 às 12:49.
Atualizado em 13/11/2021 às 08:26

Futuro da Santa Casa é discutido (44)

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Santa Casa de Mogi - contas e atitudes

Laerte Silva
12/11/2021 às 12:49.
Atualizado em 13/11/2021 às 08:26

Futuro da Santa Casa é discutido (44)

De quem olha de fora do sistema público de saúde, à primeira vista não importa a origem dos recursos financeiros que alimentam a rede de atendimento das urgências e emergências, de especialidades e principalmente cirurgias, desde que o atendimento ocorra sem sufoco.  Só que não !  Em verdade, saber de onde sai o dinheiro para cobrir o atendimento em saúde é importante para que se possa cobrar as responsabilidades também, tanto quanto as ações e omissões.   
Já escrevi neste espaço sobre eventual “apagão” no final deste ano no atendimento do pronto socorro da Santa Casa de Mogi das Cruzes, a qual é referência para alguns atendimentos e que tem sua porta aberta, por conta de convênio firmado com a Prefeitura, porém, recebendo pacientes que deveriam ser responsabilidade de outras unidades e cidades do Alto Tietê e até outras regiões.

Há uma mesa de entendimentos entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Provedoria da Santa Casa para ajuste no valor do convênio, o qual se não chegar a um bom termo poderá levar ao término do atendimento no pronto socorro, uma situação possível e preocupante.

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É preciso bom senso e que a Prefeitura reconheça a importância do assunto e colabore com os ajustes financeiros e de operação entre os equipamentos de saúde da Cidade. 

Some-se a isto o fechamento do pronto socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo (que funciona hoje de portas fechadas) e a vinda de muitos pacientes das cidades próximas, aliás, este um ponto crítico que desequilibra o sistema. Toda cidade deve dar o atendimento próprio, mas o que se vê é uma sobrecarga em Mogi das Cruzes.

Deste modo, além do entendimento e encontro de contas para manutenção do convênio entre a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes e a Prefeitura Municipal, cabe às secretarias de saúde de cada município compreender o que ocorre e participar da busca da solução para seus munícipes.

Não haverá dinheiro que baste se esta brecha permanecer e os demais prefeitos fecharem os olhos para a demanda que acabam empurrando para Mogi das Cruzes, por tabela para a Santa Casa, omitindo-se.
A cooperação entre os poderes executivos regionais, a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Santa Casa poderá melhorar o atendimento da população, cada um no seu quadrado e assumindo as suas responsabilidades, pois do jeito como está é realmente fácil apenas culpar a gestão da Santa Casa, o que não é justo.   
 
Laerte Silva é advogado   

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