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Reflexos entre as gerações

Conhecendo os acertos e aprendendo com os erros e a forma mais efetiva de assumirmos nossa responsabilidade pelo futuro

Diego Capua
03/08/2022 às 17:17.
Atualizado em 03/08/2022 às 17:17

Quem nunca viu uma avó maravilhada com o neto levando dedinho até a tela de um celular? (Reprodução - Unsplash)

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Reflexos entre as gerações

Conhecendo os acertos e aprendendo com os erros e a forma mais efetiva de assumirmos nossa responsabilidade pelo futuro

Diego Capua
03/08/2022 às 17:17.
Atualizado em 03/08/2022 às 17:17

Quem nunca viu uma avó maravilhada com o neto levando dedinho até a tela de um celular? (Reprodução - Unsplash)


Geração X, Y, Z e por aí a fora. É comum vermos essas designações em matérias da mídia indicando a diferença entre gerações, as quais, em geral, têm relação com a vivência com tecnologia, a cultura, o comportamento e até mesmo, a maturidade. Seguindo essa onda, no
mundo real, é muito comum, vermos pessoas que notam diferenças já nos pequeninos. Exemplo: quem nunca viu uma avó maravilhada com o neto levando do dedinho à tela? Dizem muitas que eles parecem já nascer sabendo (rsrsrs). Inclusive, considerando isso, esses dias resolvi ficar observando minha filha mais nova sob esse aspecto das mudanças decorrentes da geração. Olhando ela dando seus primeiros passos, a peculiar curiosidade de um bebê por controles remotos, aparelhos eletrônicos e, claro, celulares, consegui perceber uma coisa simples: o ser humano não mudou em nada.
As novas gerações e suas características não decorrem de uma evolução/involução biológica do ser humano, mas sim, das crenças, experiências, aprendizados, erros e acerto dos seus pais e das mudanças que a própria sociedade teve nos últimos 20/30 anos.
Sim, as qualidades que destacamos nos jovens de hoje, assim como seus defeitos, não são consequências de feitos naturais ou divinos, mas sim reflexos daqueles que criaram esses jovens e dos valores que foram colocados sobre eles. Por isso, quando identificamos algo que queremos que seja perpetuado na sociedade, assim como comportamentos que não podem persistir em razão de todo prejuízo que pode causar no futuro, o foco não deve ser apenas a criança ou jovem, mas, aqueles que participaram ativamente no desenvolvimento desse ser.
Claro que não estamos falando de buscar vilões ou heróis, mas sim de conhecer todos os elementos e pessoas envolvidas.
Notem que as gerações que estão hoje nos estágios iniciais da fase adulta são as que tiveram mais agentes envolvidos no crescimento. Quantos adultos hoje não passaram por creches? Quantos, além das escolas, não frequentaram inúmeros cursos durante a infância e adolescência? Mais que nunca as pessoas são fruto de toda uma sociedade e, apesar dos bons resultados que isso trouxe, infelizmente existem aspectos, principalmente voltados a questão
da tolerância, que estão em declínio.
Conhecendo os acertos e aprendendo com os erros e a forma mais efetiva de assumirmos nossa responsabilidade pelo futuro. Sabemos que muitas mudanças necessárias já aconteceram e, as que faltam ocorrer, dependem muito dessa geração que hoje cresce em
nossas casas. Vamos agir hoje para que adultos do futuro não sejam obrigados a passar por uma grande guerra para aprender o valor da paz.

Diego Capua é advogado 

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