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ARTIGO

O clima pede mesmo mais atenção

Essa é uma chance de tirar da gaveta as propostas que, inclusive, foram apresentadas pela indústria no período eleitoral

José Francisco Caseiro
18/11/2022 às 17:01.
Atualizado em 19/11/2022 às 07:57

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O clima pede mesmo mais atenção

Essa é uma chance de tirar da gaveta as propostas que, inclusive, foram apresentadas pela indústria no período eleitoral

José Francisco Caseiro
18/11/2022 às 17:01.
Atualizado em 19/11/2022 às 07:57

A conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 27, promovida neste mês no Egito, reuniu líderes mundiais e representantes de diversas entidades para discutir os impactos que as mudanças climáticas estão gerando no mundo e aquelas que ainda estão por vir. A indústria, com seu histórico de pioneirismo, marcou presença e hoje é um dos setores que mais investe na sustentabilidade e busca por uma operação verde.

O uso de energias renováveis é apenas um dos muitos exemplos de alternativas adotadas pelas empresas para garantir uma operação mais sustentável. Mais ainda, diversas fábricas têm revisto e aprimorado seus processos para evitar desperdícios, o que garante a eficiência.
Atualmente, seis em cada 10 empresas contam com áreas estratégicas destinadas à sustentabilidade nos seus organogramas. O resultado apresenta um avanço significativo já que, em 2021, este percentual era de 34%.

Os empresários do setor também estão mais preocupados com as questões ambientais. Levantamento realizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) aponta que subiu de 26% para 45% os que passaram a exigir certificados ambientais de seus fornecedores e parceiros no momento de fechar negócio no último ano. Além disso, 52% das indústrias também informaram que tiveram que comprovar ações sustentáveis para finalizar negócios.

A pesquisa traz um retrato fiel do atual momento da indústria. De um lado temos os impactos das mudanças climáticas, que incluem a escassez ou excesso de chuvas, que afetam a produção industrial. De outro, os consumidores estão mais conscientes e cobram ações mais responsáveis dos fabricantes. Por fim, temos uma preocupação que é de todos: o futuro do planeta. 

A COP 27 ocorreu no momento em que o novo presidente foi eleito para administrar o Brasil. Essa é uma chance de tirar da gaveta as propostas que, inclusive, foram apresentadas pela indústria durante o período eleitoral.

Um dos principais pontos para tornar as empresas sustentáveis é a transição energética, algo que vem crescendo no País, mas que demanda um grande investimento. 

Daí a importância do empenho do futuro governo e de sua equipe na abertura de linhas de crédito e financiamento. E o mais importante: deixar o discurso de lado e partir para ação.


José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto

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