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Indústria forte na região do Alto Tietê

No quadrimestre, as cidades do alto tietê exportaram US$ 314,9 milhões em produtos, volume 36,3% maior do que os US$ 231,1 milhões conquistados no período, em 2021

José Francisco Caseiro e Rafael Cervone
28/05/2022 às 07:54.
Atualizado em 28/05/2022 às 07:54

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Indústria forte na região do Alto Tietê

No quadrimestre, as cidades do alto tietê exportaram US$ 314,9 milhões em produtos, volume 36,3% maior do que os US$ 231,1 milhões conquistados no período, em 2021

José Francisco Caseiro e Rafael Cervone
28/05/2022 às 07:54.
Atualizado em 28/05/2022 às 07:54

Em Mogi das Cruzes, o setor manufatureiro é responsável por 17% dos empregos formais, paga salário médio de R$ 3.791,00 o maior dentre todas as atividades, e contribui com 25,40% do Valor Adicionado. Essas estatísticas da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) enfatizam a importância do Dia da Indústria, 25 de maio, para a cidade, assim como para Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis e Suzano, que constituem a jurisdição da Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) do Alto Tietê. Em Mogi, o parque fabril tem cerca de 500 empresas, abrangendo os segmentos automobilístico, siderúrgico, extração mineral, gesso, couro, alimentício, mobiliário e químico.  Somada toda a região, o número salta para duas mil plantas fabris e forma um dos mais importantes polos industriais do Estado.

Nosso exemplo demonstra ser necessário um Brasil com indústria forte, para que possamos oferecer mais oportunidades de inclusão socioeconômica e vida de melhor qualidade à população. O PIB da manufatura no País é de R$ 837,2 bilhões (2021), representando 11,3% do total nacional, participação que caiu nas últimas décadas, voltando ao nível dos anos 1950. Isso exige uma política ousada e eficaz para o fomento setorial, uma estratégia de Estado e não de governo.  

Na trilha do protagonismo da Região, está o resultado da balança comercial do primeiro quadrimestre deste ano. Juntos os municípios do Alto Tietê exportaram US$ 314,9 milhões em produtos, volume 36,3% maior que os US$ 231,1 milhões conquistados no mesmo período de 2021. As importações de janeiro a abril de 2022 também apresentaram alta de 14,3%, saindo de US$ 471,2 milhões para US$ 538,6 milhões. Os números indicam um avanço de 21,5% da balança comercial neste ano, saltando de US$ 702,3 milhões no último ano para US$ 853,5 milhões agora.  

No período, os principais focos de exportação da Região foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (23,2%), papel e cartão (19,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,8%). Já as importações se concentraram nas máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (22%), veículos automóveis, tratores (16,6%) e produtos farmacêuticos (10,7%). 
Todo o bom resultado alcançado pela indústria até aqui se traduz no índice de emprego. O setor é responsável por empregar mais de 70 mil colaboradores em todos os oito municípios abrangidos pela diretoria regional do CIESP.  Esses dados não representam apenas um número, mas geração de renda, qualidade de vida e poder de compra, já que o setor é o que tem um dos maiores salários entre os segmentos econômicos. Contratações que ajudam a reduzir os índices de desemprego que têm batido recordes no Brasil. 
Mas temos que lembrar que não apenas de calmaria a indústria sobrevive. A Covid-19 nos impôs a perda de numerosas vidas e aplicou golpes duros demais na economia, com o fechamento de empresas e aumento do desemprego. Felizmente, estamos vencendo a pandemia. Porém, o cenário é desafiador. Mais uma vez, contudo, a indústria está presente, com a resiliência e determinação características de seus empresários e recursos humanos, mobilizando-se no sentido de contribuir para a retomada do crescimento.  
Por isso, arregaçamos as mangas e, apesar da inflação, dos juros elevados e das incertezas do cenário mundial devido à guerra entre Rússia e Ucrânia, nós, da indústria paulista, estamos fazendo nossa parte, lutando em várias frentes, com estratégias e planejamento. Um exemplo é o projeto da Jornada da Transformação Digital, desenvolvido pelo Senai e o Sebrae, já apresentado às 42 Diretorias Regionais. A meta do CIESP é estimular 40 mil indústrias a aderirem voluntariamente e a receberem apoio profissional para alcançar a maturidade digital. O projeto tem potencial para proporcionar ganhos médios de produtividade de 50%.  

Também temos incentivado as indústrias a adotarem as políticas de sustentabilidade ESG (Enviromental, Social andGovernance), que primam por questões importantes de impacto socioeconômico, como o estímulo à presença das mulheres e dos jovens do empreendedorismo. Trabalhamos, ainda, em projetos de incentivo à inovação tecnológica. Tais iniciativas estão em linha, respectivamente, com as exigências da civilização global e da sociedade brasileira quanto às boas práticas empresariais e o advento da Quarta Revolução Industrial, que surge como um dos mais disruptivos movimentos da história econômica.  

O parque manufatureiro paulista, pioneiro do setor no País, sempre foi protagonista, como ocorre hoje, nas transformações, respostas, ações e mobilização no enfrentamento das adversidades conjunturais. Por isso, comemoramos com justo orgulho o Dia da Indústria! 

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê e Rafael Cervone é o presidente do Cies

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