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EDITORIAL

Impostômetro: para não esquecer quanto os governos arrecadam

Na terça-feira, 3, o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, atingiu a escandalosa marca de R$ 1 trilhão, 16 dias antes do mesmo teto ser atingido no ano passado.

O Diário
05/05/2022 às 15:00.
Atualizado em 05/05/2022 às 15:00

Associação Comercial de SP divulga dados da arrecadação de impostos (Arquivo)

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EDITORIAL

Impostômetro: para não esquecer quanto os governos arrecadam

Na terça-feira, 3, o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, atingiu a escandalosa marca de R$ 1 trilhão, 16 dias antes do mesmo teto ser atingido no ano passado.

O Diário
05/05/2022 às 15:00.
Atualizado em 05/05/2022 às 15:00

Associação Comercial de SP divulga dados da arrecadação de impostos (Arquivo)

Dar visibilidade ao Impostômetro  pode não dar os resultados sonhados por comerciantes e empreendedores, mas é uma ferramenta de luta e pressão contra a política econômica dos atuais governos, sobretudo o federal, do presidente Jair Bolsonaro, que deverá terminar o primeiro mandato sem promover uma reforma fiscal que combata o alto valor do imposto pago popr todos os brasileiros.
Na terça-feira, 3, o total de impostos pagos pelos brasileiros aos governos federal, estadual e municipal, atingiu a escandalosa marca de R$ 1 trilhão, 16 dias antes do mesmo teto ser atingido no ano passado.
Essa antecipação se deve a fatores como o aumento dos preços - que provoca a inflação e degrada ainda mais o poder de compra dos cidadãos.
Esse valor absurdo foi alcançado no dia 19 de maio. E, no perído anteior à pandemia, quando o comportamento dos preços e de compra era outro, isso ocorreu no dia 29 de maio, ou seja, 26 dias depois do registrado no início desta semana. Leve-se em consideração que, entre 2019 e 2022, o consumidor freou a sede do consumo por causa do desemprego e da alta dos preços. Um outro sinalizador extremanete negativo para as políticas de fisco adotadas pelos governos federal e estaduais e as prefeituras. 
Em Mogi das Cruzes, os moradores e empresas da cidade pagaram R$ 167 milhões em tributos, taxas e contribuições, além das multas, juros e a correção monetária, segundo a Associação Comercial de São Paulo.
 Da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), a presidente da entidade, Fádua Sleiman, lamenta que esse recorde seja reflexo do aumento no preço dos produtos e consequentemente alta da inflação, que tem deteriorado o poder de compra da população. “Tivemos a alta no preço de vários produtos como alimentos, gás de cozinha e combustíveis. Sabemos que os impostos incidem no valor final dos produtos, o que contribui para o aumento da arrecadação”, disse ela.
A elevação do total pago em impostos pelos mogianos foi de 11%, segundo a entidade mogiana - em 3 de maio de 2021, a cidade já havia pago R$ 150 milhões.
O escândalo desses números não para: dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) revelam que o brasileiro trabalhou no ano passado 149 dias apenas para pagar impostos. 
Em 2020, foram necessários 151 dias, já entre 2016 e 2019, esse período foi de 153 dias.
O grande desastre desses números está no fato de o brasileiro pagar um dos impostos mais altos do mundo e não ter o retorno em segurança, saúde e educação - ao contrário, para ter acesso a esses itens, os brasileiros que têm condição se abrigam na iniciativa privada, pagando escola partiuclar para o filho, serviço particular de segurança, e por aí vai.

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