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Chocante

Presenciada por inúmeras pessoas, a morte do “abordado”, como assim o chamou a nota oficial, mais as imagens gravadas, tudo isto desmente totalmente a frieza de uma posição que não tem lastro algum na realidade

Larte Silva
28/05/2022 às 07:53.
Atualizado em 28/05/2022 às 07:54

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Chocante

Presenciada por inúmeras pessoas, a morte do “abordado”, como assim o chamou a nota oficial, mais as imagens gravadas, tudo isto desmente totalmente a frieza de uma posição que não tem lastro algum na realidade

Larte Silva
28/05/2022 às 07:53.
Atualizado em 28/05/2022 às 07:54

Esta semana vimos uma cena chocante de uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Umbaúba, Sergipe, que acabou por matar um homem asfixiado dentro de uma viatura da corporação.  Decorrente da abordagem em uma blitz, Genivaldo de Jesus Santos, que não ofereceu resistência e nem foi agressivo, foi jogado na viatura e sofreu asfixia praticada pelos policiais com o uso de gás.  Uma verdadeira câmara de gás. É de fato impressionante que policiais que já dominavam a situação e supostamente são treinados para este tipo de ação tenham perdido a mão.  Pior de tudo foi a nota oficial da Superintendência da PRF em Sergipe, dizendo que foram empregadas técnicas de imobilização e “instrumentos de menor potencial ofensivo”, e que conduzido à delegacia o “indivíduo” veio a passar mal.

Presenciado por inúmeras pessoas a morte do “abordado”, como assim o chamou a nota oficial, mais as imagens gravadas, tudo isto desmente totalmente a frieza de uma manifestação que não tem lastro algum na realidade.

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A abordagem que acabou em tragédia lembra situação semelhante ocorrida em Minnesota e que causou a morte do americano George Floyd, asfixiado por um policial que ajoelhou sobre seu pescoço e causou também enorme indignação nos Estados Unidos.

Não se pode condenar a polícia genericamente por isso, afinal, há bons exemplos de agentes que fazem o seu trabalho e atendem ao seu ofício em pleno respeito à população, mas é claro que há algo de muito errado quando, ao contrário do que as imagens mostram, apesar de toda evidência, de apelos de populares para o excesso que se via, os policiais envolvidos ainda assim tratarem o já submetido homem à uma condição cruel.

Há elevada criminalidade no Brasil, várias questões de caráter social por vezes acabam induzindo ao aumento de delitos, os policiais são necessários para prevenção e manutenção da ordem, atuam sob pressão colocando em risco suas vidas, todavia, o que se viu naquela situação é que não havia um estado de coisas que apontava um complicador de maneira tal que os agentes, que já haviam dominado Genivaldo, tivessem necessidade de atuar como fizeram.

Cabe uma investigação, amplo direito de defesa aos agentes, mas não dá para distorcer um quadro de imagens gravadas onde sem qualquer cerimônia os policiais mostram excesso.  Diante de tanta violência, apesar disto, não pode ser visto como uma ação banal a chocante e desastrosa ocorrência.

Laerte Silva é advogado   

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