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ARTIGO

Aumento da gasolina

'Nas bombas dos postos de combustíveis os valores aumentaram sem dó nem piedade, o repasse foi automático'

Laerte Silva
15/01/2022 às 07:31.
Atualizado em 15/01/2022 às 07:31

Petrobrás pretende continuar praticando uma política de preços de mercado (Divulgação)

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Aumento da gasolina

'Nas bombas dos postos de combustíveis os valores aumentaram sem dó nem piedade, o repasse foi automático'

Laerte Silva
15/01/2022 às 07:31.
Atualizado em 15/01/2022 às 07:31

Petrobrás pretende continuar praticando uma política de preços de mercado (Divulgação)

O aumento nos preços dos combustíveis não é mais uma novidade e aconteceu nesta última semana com a gasolina e o diesel . A Petrobrás no ano passado promoveu pelo menos 11 reajustes nos preços, empurrando para o bolso do consumidor o seu custo operacional e a manutenção de sua margem de lucro. Seu comunicado oficial, no entanto, trata de justificar o último aumento de preços pela necessidade de que o mercado siga suas bases econômicas sem riscos de desabastecimento.

É claro, e quanto a isto sabemos bem, nas bombas dos postos de combustíveis os valores aumentaram sem dó nem piedade, o repasse foi automático. Ocorre que os aumentos dos preços não afetam unicamente o valor do litro do combustível, acaba por desencadear aumentos em cascata em vários segmentos, como nos transportes com o preço do frete e assim refletindo em toda uma cadeia produtiva que por sua vez terá peso na inflação.

A pergunta que se faz é a seguinte: como empresa estatal que é a Petrobrás deve ser uma companhia energética estratégica ou de livre mercado ?  Não se discute que precisa ter lucro para investimentos, mas sem concorrência fica fácil aplicar o reajuste que quiser e a que pretexto for, porém, enquanto estatal deveria atentar para as consequências dos aumentos de preços em todo o Brasil, mas isto não é preocupação da empresa no atual governo “nacionalista” que temos, pois os reajustes são sucessivos e sem a sensibilidade com o consumidor.  Tomemos como exemplo o gás de cozinha que levou os mais pobres a cozinharem com lenha.

Se por outro lado a Petrobrás pretende continuar praticando uma política de preços de mercado, ignorando ser uma estatal, deveríamos ter empresas concorrentes para que houvesse equilíbrio na oferta de produtos.  Pode parecer algo sem sentido, mas não é, pois com a produção nacional e o controle do Governo sobre a Petrobrás, tratar o preço dos combustíveis com viés de mercado deixa de servir à sociedade.  Sendo uma empresa de capital aberto e controle majoritário do Governo Federal, responsável pela exploração, produção e refino de petróleo, com 2,84 milhões de barris de óleo por dia e 1 milhão e 828 mil barris de derivados por dia, conforme se pode ver em seu site na internet, há que se perguntar: tanto reajuste é mesmo necessário  ou serve para distribuir lucros?
 
Laerte Silva é advogado  

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