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Acabou

O ambiente bélico da campanha presidencial acabou contaminando as boas conversas e os ataques passaram a ocorrer por coisas banais

Laerte Silva
05/11/2022 às 07:48.
Atualizado em 05/11/2022 às 07:48

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Acabou

O ambiente bélico da campanha presidencial acabou contaminando as boas conversas e os ataques passaram a ocorrer por coisas banais

Laerte Silva
05/11/2022 às 07:48.
Atualizado em 05/11/2022 às 07:48

A eleição chegou ao seu fim. Disputas feitas, argumentos e ataques, fake news, debates vazios e improdutivos, tudo isso que moveu o período de campanha agora é passado. Joga-se com a regras que se tem e neste particular há uma imensa responsabilidade do Congresso Nacional, o Poder Legislativo na essência, o qual precisa aprovar regras eleitorais novas e discutir o formato de entendimento com o Poder Executivo Federal, para acabar com o absurdo orçamento secreto onde as emendas de relator favorecem a “compra” de apoio.

Muito se fala de candidatos, pouco se faz para aperfeiçoar o sistema e acabar com a profissionalização de candidaturas. Os mandatos eternos de parlamentares é algo que precisa ser revisto. O continuísmo cria donos de partidos e desperta interesse das legendas em se unirem não pelo bem maior, o coletivo, mas pela fatia de dinheiro que os partidos recebem.
Todos têm o amplo direito de expressar suas preferências e ostentar isso, mas infelizmente a aguerrida defesa de alguns ainda descamba para a truculência verbal e posicionamentos radicais traduzidos em arrogância.

Nos meios sociais, nas redes sociais, o mais visto foram discussões que começaram bem, todavia, acabaram muito mal porque não se encontrou limites. O ambiente bélico da campanha presidencial acabou contaminando as boas conversas e os ataques passaram a ocorrer por coisas banais.
A insurgência no sentido do descontentamento é de se admitir, manifestação legítima, porém, quando se desafia a ordem, a mesma ordem que se cobra, fechando estradas e quebrando as coisas, isso transforma qualquer ato em desordem.

Não foi o resultado ideal da eleição presidencial para milhões de brasileiros, o país tem uma divisão, o que deve ser compreendido como parte da democracia. A corrida eleitoral mostrou a necessidade de cultivar a cultura da paz, o ódio, no olhar de muitos, pelo resultado, deveria encontrar barreira no bom senso, no entendimento de que não se pode continuar com isso. A sociedade pode se organizar e cobrar do governo que virá a política social prometida, o avanço econômico alardeado, a segurança para sair de casa, o cuidado com os aposentados e pensionistas, o atendimento à saúde com melhora da qualidade no atendimento e fim das filas, o fomento dos negócios para geração de empregos e principalmente a reforma tributária que permita a sobrevivência das empresas.

Goste-se ou não do resultado, bola pra frente, fiscalizando. Acabou.

Laerte Silva é advogado

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