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A união faz a força na economia regional

'Durante a pandemia, o Estado de SP aumentou o ICMS, uma situação que não ajuda em nada na debandada de empresas para outros lugares com política tributária mais atraente'

23/07/2022 às 15:30.
Atualizado em 24/07/2022 às 12:51

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A união faz a força na economia regional

'Durante a pandemia, o Estado de SP aumentou o ICMS, uma situação que não ajuda em nada na debandada de empresas para outros lugares com política tributária mais atraente'

23/07/2022 às 15:30.
Atualizado em 24/07/2022 às 12:51

O Alto Tietê é um dos principais polos de desenvolvimento do estado de São Paulo. Nossa economia é forte e diversificada, além disso, temos uma localização privilegiada. Por isso, a sinergia entre as empresas, administrações municipais e o governo estadual é essencial para que possamos avançar na retomada econômica e desenvolver cada vez mais nossa Região.

Nesta semana, recebemos no Alto Tietê a secretária estadual de Desenvolvimento, Zeina Latif, em audiência promovida pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios, o Condemat. Na ocasião pudemos apresentar os desafios enfrentados pela indústria durante esse momento de recuperação da economia. O encontro, estrategicamente realizado dentro de um Polo Digital, foi uma oportunidade para discutir alternativas conjuntas com os prefeitos e representantes de diversas entidades.

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Na área de abrangência do CIESP Alto Tietê, que conta com as cidades de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano, contamos com mais de 2 mil indústrias que geram mais de 70 mil empregos. Somado o CIESP Guarulhos, que representa ainda Arujá e Santa Isabel, saltamos para mais de cinco mil empresas e de 170 mil trabalhadores, formando um dos principais – e maiores - parques industriais do Estado. 

Mas não é apenas o setor que concentra expressiva contribuição para a economia, o comércio e serviços também são fortes e representativos. De acordo com o Cadastro Geral de Desempregados e Empregados (Caged), de janeiro a maio, a área das duas regionais CIESP teve um saldo positivo de 16.662 empregos, índice 103% maior que o registrado no mesmo período de 2021, quando o número ficou em 8.185 postos de trabalho. A principal fatia desse bolo é formada, especialmente, pela indústria, comércio e serviços.
Nossa Região tem sido uma grande força motriz do Estado e, por isso, as duas regionais do CIESP - Alto Tietê e Guarulhos - estão trabalhando juntas para fortalecer nossas indústrias junto ao Condemat.

Sabemos que na região as divisas entre os municípios são, muitas vezes, apenas geográficas. O fluxo entre a população de uma cidade para outra, seja para trabalhar, consumir ou passear é apenas um dos pontos nesse emaranhado positivo de circulação. Esse movimento evidencia a importância da harmonia entre os setores produtivos. A indústria de transformação depende do comércio, assim como o comércio depende do setor industrial, seja pelos produtos ou pelo poder de compra proporcionado para seus trabalhadores. Quando um segmento ou cidade avança, significa mais desenvolvimento para todos. 

E um dos principais desafios para ambos os setores é a questão tributária. Até o momento, os brasileiros já pagaram R$ 1,5 trilhão em impostos, de acordo com o Impostômetro. E São Paulo responde sozinho pela arrecadação de 37% desse total. Os tributos são importantes para a aplicação em setores essenciais, como a Saúde e Educação, mas a carga tributária brasileira é demasiadamente alta e provoca uma série de distorções.

Durante a pandemia, o estado de SP aumentou o ICMS, um dos principais tributos pagos pela indústria. Situação que não ajuda em nada na debandada de empresas que antes tinham sede no estado, mas que se mudaram para outros lugares com política tributária mais atraente. 
Os impostos consomem boa parte dos recursos das empresas, e no caso da indústria, este movimento impede que recursos sejam aplicados.  Com isso, cada vez mais os investimentos em inovações tecnológicas e equipamentos perdem espaço para as aplicações financeiras, que dão mais retorno e em curto prazo.

Tudo isso é somado a outras dificuldades, como inflação alta, escassez de insumos e aumento dos juros. Pesquisa da Fiesp com 317 indústrias de transformação mostrou que 66% dos entrevistados não buscaram crédito em 2022. Para cerca de 18% deste total, a elevada taxa de juros foi a responsável pelo desestímulo. 

A situação reforça a necessidade da criação de parcerias e sinergia entre os setores empresariais e o poder público. E uma das ações que podem ser fortalecidas é a educação pública de qualidade.

Quando os entes privados e públicos atuam de maneira conjunta e buscam o mesmo objetivo, o resultado é um desenvolvimento consistente. A parceria possibilita identificar os desafios e soluções, e viabiliza novos investimentos. Para termos uma indústria forte, é preciso ter uma rede igualmente forte, assim, seremos um motor de geração de empregos, renda, competitividade e desenvolvimento, não apenas para o Alto Tietê, mas todo Estado.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp no Alto Tietê

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