Deixando de lado um ponto importante que é a reforma eleitoral, revendo a legislação atual que permite sucessivas reeleições ao legislativo, e que tem óbvia resistência dos políticos, olhando para a campanha na TV, temos um quadro do quanto a qualificação para o exercício de um cargo público deveria estar nos requisitos essenciais de uma candidatura.

Temos figuras estranhas, personagens que servem de piada numa seara tão séria que duvidamos da seriedade da própria candidatura da pessoa.  De nomes bizarros à caricaturas o desfile de candidatos e apelidos assombram.  Vá lá que um pouco de graça se permita, ao mesmo tempo em que campanhas tradicionais da velha política sejam enfadonhas, mas ainda temos os que acreditam convencer contando mentiras.

Isso sem falar nos ataques que claro, não faltam no processo eleitoral, afinal, minar a imagem do opositor é o que se pretende para conseguir o voto dos incautos, de eleitores que não acompanham a cena política, inclusive mostrando imagens com acusações subliminares para manchar candidaturas.

De leitor mecânico de texto ao recurso de colar a imagem no passado de alguém, até soco no ar sugere uma campanha vale-tudo na TV.  Por isso que campanha eleitoral não inspira, o desfile de informações perdidas em dados para confundir acabam por matar a apresentação propositiva.

Mas é o que temos na atualidade, um enredo que lamentavelmente não acrescenta muito e ainda por cima obrigados a ver candidatos abandonando manjados formatos, trocando e ocultando cor e símbolo de partido, tratando do tema corrupção como se sua legenda fosse imaculada, talvez acreditando na máxima da memória curta, parecendo verdadeiro cara de pau. E assim vamos ...

Laerte Silva é advogado