EDITORIAL

O Sesc está chegando

A história do Sesc de Mogi das Cruzes terá muitos capítulos a serem contados quando as próximas gerações estiverem nadando na piscina, assistindo a um show ou uma peça de teatro, ou ainda tomando um cafezinho, entre uma apresentação de dança e a abertura de uma exposição de arte.

Foi uma longa espera para chegar a um futuro que terá impacto em um público estimado entre 20 mil e 25 mil pessoas por mês. Um Sesc qualifica a vida em seu entorno.

Por questões, inclusive políticas, o Alto Tietê demorou 20 anos para aparecer no plano de expansão da instituição. Já poderia estar na trajetória de 74 anos há mais tempo.

Depois de o Sesc e a Prefeitura dizerem “sim” ao pedido popular de Mogi das Cruzes e Região, surgiu o novo coronavírus, tornando este ano um dos mais enigmáticos para quem está ganhando o selo que diz: “eu vivi a pandemia”.

Esse projeto não parou. Essa é uma notícia com força para recarregar as baterias da cidade (arriadas não apenas pela pandemia) e, sobretudo apostas para a cultura, a saúde e o esporte regional.

Em entrevista à jornalista Carla Olivo, o diretor do Sesc-SP, Danilo Santos de Miranda, admitiu que “a pandemia é transversal, atrasa a vida de todos, das instituições privadas e públicas”, porém, o projeto para Mogi avança. No próximo semestre, disse ele, “há possibilidades de começar a atender o público para o processo de inscrições”.

Quardadas as proporções, quando o Sesc funcionar se verá parecido com o impulso dado pelo Sesi Nadir Figueiredo a Mogi.

Há Sescs próximos daqui, como o novíssimo de Guarulhos. Porém, desfrutam deles, em geral, adultos e jovens consumidores de cultura. Aberto a todos públicos, esse polo indutor de serviços e bem-estar tem características que o Alto Tietê logo deverá se apropriar – uma delas é a universalidade da grade com centenas de eventos, destinada a pessoas de todas as idades, idosos, pais e filhos, adolescentes.

Danilo Miranda falou dessa maneira sobre quem está chegando, se tudo der certo, no ano que vem: “Somos uma instituição de bem-estar social, qualidade de vida e bem viver. Procuramos desenvolver programas que favoreçam esta proposta, ajudando as pessoas a perceberem isso, recebendo quem vai nos traga assuntos delicados, sobre diversidade, convivência, questões do outro, de gênero, raça, cor e religião. Tudo de maneira ampla e leiga, destituída de caráter religioso e político. Abrigamos e ouvimos a todos, mas pregamos uma sociedade ética, de convivência e solidariedade”.


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