Neste domingo, 319.826 eleitores de Mogi das Cruzes têm compromisso com a escolha do prefeito e vice para a gestão 2021-2024 no governo municipal, além dos 23 vereadores que irão ocupar as cadeiras da Câmara a partir de janeiro do próximo ano. 

São três zonas eleitorais em Mogi: 74ª, com 95.921 eleitores; 287ª (153.112) e 319ª (70.793). No pleito deste ano, o número total de eleitores é 7,70% maior do que o registrado nas últimas eleições municipais, realizadas em 2 de outubro de 2016, quando 296.944 pessoas estavam aptas a votar na cidade. 

Na avaliação do promotor de Justiça Leandro Lippi Guimarães, que responde pela 74ª Zona Eleitoral de Mogi, o pleito municipal representa aquele que mais expressa o sentimento da população. “O impacto é maior, com uma disputa muito mais mais acirrada e ânimos aflorados, já que o contato dos eleitores com os candidatos é mais próximo e direto. A maioria se conhece. Já nas eleições presidenciais e para deputados, isso fica bem mais distante, por tanto, nas eleições municipais, a vontade popular se caracteriza mais presente”, explica Guimarães.

Segundo ele, a lei que obriga os partidos ou coligações a lançarem pelo menos 30% de candidaturas de mulheres muda o prefil dos candidatos. “No Brasil ainda existe um ranço de preconceito com a mulher na política e esta obrigatoriedade de cotas contribui para proporcionar a maior amplitude da democracia”, defende Guimarães.

Além disso, o promotor considera que a proibição das coligações nas eleições proporcionais, instituída pela Emenda Constitucional (EC) 97/2017, contribui para fomentar a pluralidade. 

“Quanto mais possibilidades de grupos sociais participando da disputa é melhor. O processo eleitoral tradicional era bastante restritivo e estas novas medidas vêm para ampliar estas possibilidades”, enfatiza o promotor.

Democracia é o caminho para exercer a cidadania

Além da responsabilidade de eleger representantes para comandar os poderes Executivo e Legislativo nos próximos quatro anos em Mogi das Cruzes, as eleições municipais deste domingo têm importante peso no exercício da democracia e da cidadania.

Na avaliação do juiz eleitoral Tiago Ducatti Lino Machado, responsável pela 74ª Zona Eleitoral, o voto é o instrumento que os cidadãos têm em mãos para fazer valer seus direitos e exercer um dos principais deles, previsto na Constituição, por meio da indicação de quem irá representá-lo nos poderes Executivo e Legislativo. 

“Espero que as pessoas tenham consciência e votem sabendo, com todas as informações sobre seus candidatos. O eleitor deve votar tranquilamente, voltar para sua casa e de lá acompanhar o resultado pela internet, para ver se seu candidato irá vencer ou não as eleições, a fim de evitar aglomeração ou qualquer outro problema nos locais de apuração”, alerta Machado.

Na análise do promotor de Justiça Leandro Lippi Guimarães, que responde pela 74ª Zona Eleitoral de Mogi, que conta com 95.921 eleitores, o voto é fundamental à cidadania porque o poder decorre do povo. “É ele quem tem que exercê-lo na prática, mesmom, votar e manifestar essa importante prática para o desenvolvimento da democracia”, enfatiza o promotor Guimarães.

O juiz eleitoral Davi Rios, da 287ª Zona Eleitoral, que concentra o maior número de eleitores - 153.112 -, reforça que é fundamental que todos pesquisem em quem irão votar, conscientes de quem é o seu candidato escolhido.

“Temos a internet, com as redes sociais, e hoje é muito fácil buscar informações, até com uma pesquisa simples. O futuro de uma cidade, principalmente em uma votação como essa, é determinado pelas pessoas que a gente escolhe. E isso tem que ser feito com muita calma. Dá um trabalho e precisa de interesse da parte do eleitor, mas é fundamental para a democracia e para nós, como sociedade. Às vezes, costumamos reclamar muito da situação, mas precisamos sempre pensar e lembrar em quem votamos e o que buscamos saber sobre o candidato antes disso. É um trabalho, claro, mas a cidadania exige isso das pessoas”, avalia.

Obrigatoriedade

Ainda segundo o juiz Davi Rios, esta eleição atípica, realizada em plena pandemia de Covid-19, exige um comportamento diferenciado de toda a população, com a adoção de cuidados essenciais para evitar a disseminação do novo coronavírus. 

“A principal orientação é para que o eleitor não esqueça de levar a sua caneta e a máscara no dia da votação. Estes são recados importantes porque são proibições que não têm como se abrir mão, principalmente a máscara, por conta da pandemia que estamos vivendo”, reforça o juiz Davi Rios.

A reportagem de O Diário também procurou a juíza Claudia de Moura Oliveira Querido, responsável pela 319ª Zona Eleitoral de Mogi das Cruzes, mas foi informada, por email enviado pelo respectivo Cartório Eleitoral, que ela não tinha disponibilidade de agenda para conceder a entrevista ao jornal até o fechamento desta edição.

Vigilância do MP

O Ministério Público destaca que vem reforçando a vigilância ao processo eleitoral desde os primeiros preparativos da disputa, a fim de garantir a lisura e transparência do pleito.

“Acompanhamos as convenções partidárias, registros de candidaturas, fizemos impugnações, expedimos recomendações aos partidos sobre todos os requisitos e continuamos fiscalizando”, explica o promotor, Leandro Lippi Guimarães.