Mogi das Cruzes completa nesta quarta-feira (31) 20 dias com todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria Covid ocupados. Os dados oficiais da Prefeitura mostram que 3.383 munícipes estão com o vírus ativo atualmente. Até o momento, 875 mortes pela doença foram registradas na cidade, sendo que 146 aconteceram em março, o que representa 16,7% de todos os óbitos.

Este é o momento mais grave da pandemia no município e, por isso, desde o último dia 22 o prefeito, Caio Cunha (PODE), decretou a “fase crítica”. Em uma semana da medida, os casos positivos caíram 16% - de 958 na semana do dia 15 ao dia 21 de março, para 802 na semana seguinte. Isso mostra que as ações geram impactos gradativos - primeiro cai o número de contaminações, depois de internados, depois de óbitos.

Ainda assim, é necessário que a população também colabore para diminuir os índices de contaminação, internações e mortes. Segundo o Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo de São Paulo, entre março e maio do ano passado o índice de isolamento em Mogi ultrapassava os 50% mesmo em dias de semana. Agora, a circulação ainda está alta na cidade, que no sábado (27) registrou apenas 45% de isolamento, no domingo 50% e 42% na segunda-feira.

Mogi conta atualmente com 159 leitos de UTI e 240 de enfermaria no total. Destes, integram a rede pública de Saúde 103 de UTI e 162 de enfermaria, que estão divididos entre o Hospital Municipal, a Santa Casa de Misericórdia e o Luzia de Pinho Melo. Concentrados nos hospitais Ipiranga, Santana, Biocor e Mogimater – da rede particular – estão outros 56 de UTI e 78 de enfermaria.