Até o próximo mês de agosto, 37 mil metros cúbicos de sedimentos devem ter sido retirados do rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes. A previsão é do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) para o trabalho de desassoreamento iniciado no último dia 12 de novembro, que comprenderá o trecho de 3 mil metros de extensão, entre as proximidades do coletor tronco da Sabesp, entre Santo Ângelo e Jundiapeba, até a avenida das Orquídeas, no distrito de Jundiapeba.

Segundo a Assessoria de Comunicação do DAEE, desde que o serviço - com investimento de R$ 4,4 milhões - começou, já foram desassoreados cerca de 5 mil m³ de detritos do Jundiaí.

Os trabalhos, executados pela empresa ETC Empreendimento e Tecnologia em Construção Ltda, sob fiscalização de técnicos do DAEE, têm como principal objetivo prevenir as cheias do rio Jundiaí, que causam problemas a moradores de áreas ribeirinhas do distrito de Jundiapeba, principalmente no período do verão, quando a ocorrência de fortes chuvas é mais comum, provocando o transbordamento do manancial e, consequentemente, inundações no local.

Os resíduos retirados do rio Jundiaí são depositados, primeiramente, em três áreas denominadas “bota-espera” - espaços onde as máquinas que trabalham na dragagem deixam os sedimentos para que eles sequem e possam ser transportados, em caminhões, a aterros especialmente licenciados para receber tais detritos.

No entanto, antes que ocorra a destinação final dos resíduos, esses materiais são submetidos a análises químicas para o processo de classificação de acordo com os tipos de sedimentos.

Estas três áreas “bota-espera” estarão localizadas, respectivamente, nas proximidades da divisa com o Jardim Aeroporto, junto ao coletor da Sabesp; outra fica mais próxima de Jundiapeba; e a terceira, um pouco antes da antiga fábrica da Coca-Cola, ao lado da estrada SP-66, que liga Mogi das Cruzes a Suzano.

O último serviço de desassoreamento no rio Jundiaí foi realizado há 10 anos. Por isso, após as fortes chuvas do início de 2019, que invadiram casas e deixaram famílias da região desalojadas, a Prefeitura de Mogi reforçou as cobranças para que o DAEE determinasse a limpeza do manancial, o que apenas teve início em novembro de 2020.