CARTAS

Negros no Parlamento

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral, na última semana, reflete uma realidade brasileira secular, que é equiparar o preto, pardo ou índio aos brancos e suas posições de comando ou representatividade.

A determinação do TSE em equiparar os gastos entre os candidatos demonstra o quanto é preciso caminhar para que possamos andar par e passo com a realidade desejada.

Quando a abolição da escravatura foi implantada no Brasil ocorreu de forma equivocada. Era necessária, mas, naquele momento, os negros brasileiros foram jogados na rua, sem estudo, sem emprego e sem moradia. Os senhores de escravos cumpriram a ordem. Libertaram os escravos colocando-os para fora de suas fazendas e estabelecimentos comerciais.

Era cada negro escravo por si.

Passados anos e anos da libertação e os pretos e pardos ainda lutam por direitos igualitários.

E, a conta-gotas, vamos tendo nossas conquistas diminutas oferecidas a toque de caixa.

Os pretos e pardos não estão nos comandos dos partidos políticos (quase feudos).

Será que em 2022 teremos mais pretos e pardos na disputa eleitoral para as assembleias legislativas, Câmara e Senado Federal?

Gregório José

gregoriojsimao@yahoo.com.br


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