A campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protocolou ação judicial para tentar impedir que o Michigan certifique os resultados da eleição presidencial. Os republicanos alegam que houve uma série de "irregularidades" nos votos por correio na região de Detroit e citam um defeito em um programa utilizado no condado de Antrim.

O candidato do Partido Democrata, Joe Biden, foi declarado pela imprensa americana como vencedor dos 16 delegados distribuídos no Estado.

Segundo a Associated Press, com 99% das cédulas apuradas, o ex-vice-presidente tinha 50,6% dos votos, ante 47,9% - uma diferença de cerca de 146 mil votos.

Embora Biden tenha sido declarado presidente eleito, Trump se recusa a aceitar a derrota, sob argumento de que a oposição cometeu fraudes.

Sem apresentar provas, o líder da Casa Branca tem repetido que vencerá o pleito e será reeleito. Na terça-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os EUA farão "uma transição para o segundo mandato de Trump".

Nesta quarta, o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, determinou a recontagem manual de todos os votos nos 159 condados do Estado, onde Biden tem vantagem de 14 mil votos.

Apesar do imbróglio, o democrata já teve conversas oficiais com vários chefes de Estado, entre eles o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e o premiê britânico, Boris Johnson.