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LUTO NA MÚSICA

Morre o cantor cubano Pablo Milanés, autor de "Iolanda"

Um dos mais conhecidos nomes da música latina, ele estava com 79 anos e vivia em Madri, na Espanha

O Diário
22/11/2022 às 13:38.
Atualizado em 22/11/2022 às 13:38

O cantor e compositor cubano Pablo Milanés morreu na madrugada desta terça-feira em Madri, na Espanha (Reprodução/Facebook Pablo Milanés)

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LUTO NA MÚSICA

Morre o cantor cubano Pablo Milanés, autor de "Iolanda"

Um dos mais conhecidos nomes da música latina, ele estava com 79 anos e vivia em Madri, na Espanha

O Diário
22/11/2022 às 13:38.
Atualizado em 22/11/2022 às 13:38

O cantor e compositor cubano Pablo Milanés morreu na madrugada desta terça-feira em Madri, na Espanha (Reprodução/Facebook Pablo Milanés)

O cantor e guitarrista cubano Pablo Milanés, autor de uma das mais conhecidas canções românticas, "Iolanda", morreu aos 79 anos em Madri, na Espanha. Ele vinha enfrentando complicações de doenças como o câncer.

Artista reconhecido da música cubana e latinoamericana e autor de grandes sucessos, ele começou a carreira ainda criança, cantando em programas de rádio. Ele também gravou sucessos com cantores brasileiros como Chico Buarque e Milton Nascimento.

"Iolanda", que Pablo Milanés fez para a mulher dele, Iolanda Benet, na década de 1970, é considerada uma das principais canções românticas latinas. No Brasil, as gravações feitas por Simone e Chico Buarque embalaram muitas histórias de amor.

Biografia na Wikipedia, conta que na década de 1960, o artista começou a compor a partir de múltiplas influências como a tradicional música cubana, a música norte-americana (principalmente o jazz) e a música brasileira.

Foi integrante do "Cuarteto del Rey", que adotava o estilo "negro spiritual", que interpretou suas primeiras canções em clubes de Havana.

Em 1965, compôs: "Mis veintidós años". Entre 1965 e o final de 1967, esteve detido em campos de trabalho forçado, dirigidos pelas Unidades Militares de Ajuda à Produção (Umap) na Província de Camagüey, de onde fugiu e dirigiu-se para Havana, onde denunciou a injustiça que fora cometida, razão pela ficou preso durante dois meses na Fortaleza de La Cabaña.

No início da década de 1970, começou a participar do "Grupo de Experimentação Sonora" (GES), ao lado de trovadores e músicos, dirigidos por Frederico Smith e Leo Brouwer.

Em 1974, gravou seu primeiro disco: "Versos Sencillos" e em 1976, gravou  "La vida no vale nada", uma obra representante da Nueva Canción Latinoamericana, dentre as canções, merece destaque: "Yo pisaré las calles nuevamente", que clama pelo retorno da democracia ao Chile, após o Golpe Militar de 1973; e "Canción por la Unidad Latinoamericana".

Seguiu lançando outras obras como "Yo me quedo", "El Guerrero", "Comienzo y final de una verde mañana" e "Querido Pablo" (1985), sendo que esse último disco contou com participações de Víctor Manuel, Chico Buarque, Mercedes Sosa e Luís Eduardo Aute.

Na sequência vieram "Identidad" (1990); "Canto de la abuela" (1991); "Orígenes" (1995); e "Despertar" (1997).

A partir de 2005, passou a atuar em parceria com músicos como: Chucho Valdés, Pancho Céspedes, Andy Montañez e José Maria Vitier.

Em 2006, venceu o Prêmio Grammy de melhor cantor pelo disco: "Como un campo de maíz".

Com a saúde delicada, em 2014, recebeu, por meio de um  transplante , o rim doado por sua esposa.

Em 2015, recebeu um novo Prêmio Grammy pela "Excelência Musical"; e publicou seu 50º disco: "Renacimiento".

Ele estava internado em Madri e faleceu nesta terça-feira (22).

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