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CONSEQUÊNCIA DA GUERRA

Após 32 anos, McDonald’s vai vender seu negócio na Rússia, mas manterá marcas registradas no país

CEO da rede americana diz que é impossível ignorar crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia

Agência O Globo
16/05/2022 às 16:19.
Atualizado em 16/05/2022 às 16:19

(Divulgação - Pixabay)

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CONSEQUÊNCIA DA GUERRA

Após 32 anos, McDonald’s vai vender seu negócio na Rússia, mas manterá marcas registradas no país

CEO da rede americana diz que é impossível ignorar crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia

Agência O Globo
16/05/2022 às 16:19.
Atualizado em 16/05/2022 às 16:19

(Divulgação - Pixabay)

Após mais de três décadas na Rússia, o McDonald’s — um ícone do estilo de vida americano e do capitalismo — está vendendo seu negócio no país onde planeja deixar de operar por completo em consequência à guerra na Ucrânia.

A decisão é representa um fechamento relevante para a marca cujo crescimento global se tornou símbolo da globalização e até mesmo base para uma teoria sobre a paz mundial. Com o racha nas aspirações globalistas nos últimos anos em meio à pandemia do novo coronavírus e a tensões geopolíticas, a invasão da Ucrânia pela Rússia acabou pressionando diversas companhias que esperavam poder operar normalmente, ao invés de ter de agir. 

Sob crescente pressão de funcionários e consumidores, muitas marcas e redes de restaurantes decidiram parcialmente — ou totalmente — suspender suas operações na Rússia. Poucos, porém, deixaram de vez o país pela preocupação com seus empregados e pela dificuldade de reativar a atividade em caso de retorno.

O McDonald’s disse em março que interromperia temporariamente suas operações em território russo, a exemplo do que fizeram outras várias cadeias do setor, incluindo Starbucks e Yum Brands, dona de KFC e Pizza Hut. Muitos funcionários e ativistas pressionaram por uma suspensão total. 

“Este é um assunto complicado, sem precedentes e com profundas consequências”, afirmou Chris Kempczinski, CEO do McDonald’s, em uma mensagem enviada aos franqueados, empregados e fornecedores a qual o New York Times teve acesso.  

O executivo ainda acrescentou: “Alguns podem argumentar que prover acesso a comida e manter os empregos de dezenas de milhares de cidadãos é a coisa certa a ser feita. Mas é impossível ignorar a crise humanitária causada pela guerra na Ucrânia. E é impossível imaginar a Arcos Dourados representando a mesma esperança e expectativa que nos levaram a entrar no mercado russo 32 anos atrás”. 

O McDonald’s planeja vender sua operação para um comprador local, retirando a marca dessa rede, o que significa que esses restaurantes não vão mais usar o nome, a logo nem a marca de propriedade da Arcos Dourados. A companhia disse em um comunicado que sua “prioridade inclui atuar para assegurar que os empregados do McDonald’s na Rússia continuem sendo pagos até que a transação esteja completa e eles tenham um futuro com um comprador da rede em potencial”. 

As marcas registradas na Rússia serão mantidas.

Como resultado dessa decisão, a Rússia vai registrar uma perda de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,4 bilhão e reconhecer “perdas pela conversão de moedas estrangeiras”, informou o McDonald’s também em comunicado. 

A entrada do McDonald’s na Rússia teve início na Olimpíada de Montreal, no Canadá, em 1976, escreveu Kempczinski em sua mensagem para os fraqueados, quando a rede permitiu que o time olímpico russo utilizasse o ônibus Big Mac. Depois de 14 anos, em janeiro de 1990, o McDonald’s abriu em Moscou.

“Na história do McDonald’s, foi um de nossos mais estimados e incríveis marcos”, escreveu o executivo. “Após quase meio século de animosidade na Guerra Fria, a imagem dos Arcos Dourados brilhando sobre a Praça Pushkin significou para muitos, dos dois lados da Cortina de Ferro, o início de uma nova era”, complementou. 

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