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Movimento Pedágio Não prepara nova carreata para este sábado; veja detalhes

CARREATA O novo ato está previsto para começar às 10h30 deste sábado, em frente a Portaria I do condomínio Aruã. Os veículos deverão percorrer a rodovia Mogi-Dutra. (Foto: arquivo)

O movimento popular Pedágio Não prepara uma nova carreata prevista para a manhã deste sábado (17), com dois pontos de concentração. O ato – que tem o intuito de voltar a pressionar o governo do Estado contra a proposta de instalação de uma praça de cobrança no município –, percorrerá a Mogi-Dutra (SP-088). O encerramento do manifesto será no emblemático km 45 da via, onde o pedágio havia sido proposto inicialmente, em outubro de 2019, pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), na concessão do Lote Rodovias do Litoral.

O diferencial desta nova ação é que o movimento pretende convidar todos os candidatos a prefeito de Mogi, nestas eleições municipais, para participar. A ideia é reforçar que a “luta” contra a praça de cobrança deve ficar de fora de disputas políticas. “O entrave contra o pedágio não pertence a certos grupos ou partidos, antes de tudo, esse é um dever de cada cidadão”, argumenta Adrianny Verçosa, uma das articuladoras do Pedágio Não. “Todos temos uma mesma agenda em prol do desenvolvimento do município”, comenta.

A direção do grupo promete uma “grande ação”. Estimativas não foram divulgadas, mas Adrianny lembra que outras carreatas chegaram a reunir mais de 400 veículos. A última ocorreu em fevereiro. “A pressão popular será fator decisivo neste embate”, convida a representante.

O ato está previsto para começar às 10h30 deste sábado, em frente a Portaria I do condomínio Aruã. Em paralelo, outros motoristas deverão partir da Avenida Cívica às 11h30. Os grupos devem se encontrar na Mogi-Dutra onde irão se dirigir até o km 45, onde está localizada a Casa do Queijo. Novos detalhes serão divulgados no perfil do Facebook “Pedágio Não”.

A carreata foi a forma encontrada para manter os protestos em meio a pandemia de Covid-19, que exige cuidados extras. A orientação é que os motoristas fiquem em seus carros e evitem aglomerações.

“O pedágio tem sido usado por muitos candidatos a prefeito como estratégia política, mas o assunto é sério, antes de tudo devemos pensar no coletivo”, alfineta Adrianny.

Nota

A direção do Pedágio Não lamentou em nota o “descaso do prefeito Marcus Melo (PSDB)” em não convidar o grupo para a reunião, mas reafirmou “o apoio a qualquer iniciativa que tenha como objetivo enfrentar esta possibilidade de pedágio em Mogi”.

Já Adrianny comentou: “achamos, no mínimo deselegante, o descaso em não ter sido convidado para as reuniões promovidas, considerando que no ano passado, nós eramos os primeiros a procurar a Prefeitura para tratar sobre o tema”.

Nos bastidores é especulado que o distanciamento ocorre em função da disputa eleitoral. Um dos criadores do Pedágio Não, o empresário Paulo Boccuzzi, é candidato a vereador pelo mesmo partido de Caio Cunha (PODE), que disputa a eleição. Caio também tem participado de ações do movimento.

Questionada sobre esse assunto, a prefeitura encaminhou a seguinte posição: “A luta para evitar que seja implantada uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra é de toda a cidade de Mogi das Cruzes, que será prejudicada pela medida, não é uma questão política. O objetivo da reunião de sexta-feira, dia 9, foi a de somar esforços da sociedade mogiana nesta luta e para isso foram convidados representantes do setor produtivo de Mogi (indústria, comércio, serviços e agronegócio), de entidades de classe, como a OAB, e dos moradores que seriam diretamente afetados com a implantação do pedágio, como dos condomínios Aruã”.


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