FLEXIBILIZAÇÃO

Mortes caem e Alto Tietê permanece na fase amarela do Plano São Paulo

CENÁRIO Mogi e região foram mantidas pela quinta semana consecutiva na fase amarela do Plano São Paulo. (Foto: Eisner Soares)

Com um dos melhores desempenhos do Estado, após redução de 44% nos óbitos por Covid-19 e queda no número de internações, a sub-região leste – que agrega os 10 municípios do Alto Tietê e a cidade de Guarulhos -, foi mantida, pela quinta semana consecutiva, na fase 3 – amarela do Plano São Paulo. A decisão foi anunciada ontem durante a décima atualização do programa estadual de combate à Covid-19 e reabertura gradual da economia. O território completará amanhã 28 dias na atual fase. De acordo com as normas do Estado, o período faculta a flexibilização de eventos, convenções e atividades culturais, seguindo controle de acesso, abertura de seis horas diárias com máximo de 40% da capacidade, entre outras regras.

Porém, a região deverá manter as restrições, em especial nos equipamentos públicos. Espaços como teatros e centros culturais devem permanecer fechados. Já a reabertura de cinemas, assim como eventos em salões e clubes, está sujeita ao que cada prefeitura definir e aos protocolos de segurança municipais.

A Prefeitura de Mogi informou ontem que não há expectativa de retomada imediata das atividades com plateia em espaços culturais públicos do município (leia mais nesta página).

Em 10 de julho, quando avançou para a fase amarela, o sub-região registrava uma variação de 1,34 nos óbitos. Ontem esse índice era de 0,75. Nas internações, a redução foi de 4% – era 0,98 em 10 de julho e agora está em 0,94, conforme apontado pelo Estado. Na ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, a variação diminuiu 7,1% – de 59,0 baixou para 54,8.

As cidades devem avaliar as atividades que são realmente relevantes e os protocolos de segurança”, avalia o presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), o prefeito de Guararema Adriano Leite.

Com a nova classificação, 86% da população do Estado estão agora na fase amarela.

Aulas

Na atualização, o Governo do Estado adiou o retorno das aulas presenciais para outubro e, com isso, abriu mais tempo para a decisão dos prefeitos sobre as atividades nas redes municipais de ensino. Uma prévia das pesquisas realizadas pelas cidades revela que 90% dos pais são contrários à volta às aulas no Alto Tietê.

O presidente do Condemat, Adriano Leite, avalia o adiantamento como positivo. “Se tivesse que tomar uma decisão hoje sobre a volta das aulas presenciais em setembro, como previsto inicialmente, o Alto Tietê se posicionaria pela postergação do calendário”, frisa.

Balanço

O Alto Tietê notificou mais nove óbitos atrelados à Covid-19 ontem, sendo a maior parte (5) apenas em Mogi das Cruzes. Biritiba e Santa Isabel confirmaram uma nova vítima da infecção cada, e Itaquaquecetuba duas. O total de pessoas que perderam a vida na região por complicações do novo vírus chega a 1.027, conforme dados das Vigilâncias Epidemiológicas.

Mais 309 moradores dos municípios testaram positivo para o novo coronavírus, com isso, o número de infectados registrados avança para 16.036. Do montante, 9.323 são referente a pacientes que já foram classificados como recuperados. (veja quadro).

Mogi se mantém como o atual epicentro da infecção no Alto Tietê, com 4.589 casos confirmados da doença e 260 óbitos. Os números podem ser maiores já que 1.367 mogianos aguardavam resultado de exames para a Covid-19 até a noite desta sexta-feira, além disso, cinco falecimentos suspeitos estavam em investigação.

Os dados de Arujá não foram atualizados nesta sexta-feira por causa de um feriado municipal no município.

Atividade com plateia não será retomada de imediato

Apesar da autorização para retomada das atividades culturais, prevista no Plano São Paulo pelo fato de a cidade ter se mantido por 28 dias na fase 3 – amarela, segundo a Secretaria Municipal de Cultura não há expectativa de retomada imediata das atividades com plateia em espaços culturais públicos da cidade.

Em diálogo com os agentes culturais de Mogi, a pasta concluiu que não há demanda por parte da classe artística pela retomada de pronto. “Entramos em contato com todos que tinham data agendada no Teatro Vasques e com quem aguardava por datas e todos declararam que preferem esperar”, explica o secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori.

Ele acrescenta que muitos dos espetáculos agendados eram de escolas infantis de música e dança e que os pais, a princípio, declararam que preferem manter as crianças em ambiente doméstico.

Diante disso, após a retomada das atividades, será feito reagendamento e adequação daqueles que já tinham data e precisaram suspender os espetáculos. Na sequência, haverá novos agendamentos.

Também por isso, foi feita a suspensão dos editais de ocupação de espaços como Teatro Vasques e Sala Wilma Ramos, que estavam abertos no início deste ano e se referiam à ocupação dos dois locais no final deste ano e começo de 2021.

A Secretaria entende que em função das restrições e apreensão por parte das pessoas, o público não deve retornar imediatamente e em caráter integral às casas de cultura. Com isso, pode haver um desequilíbrio entre o aporte feito pelos artistas para as apresentações e o retorno em termos de bilheteria. Por isso, há um planejamento, no sentido de possivelmente destinar mais de uma data a um mesmo espetáculo.


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