AÇÕES

Medidas querem evitar aumento de preços em produtos da cesta básica

COMPLICADO Consumidores encontram preços elevados de itens da cesta básica nas últimas semanas. (Foto: divulgação)
COMPLICADO Consumidores encontram preços elevados de itens da cesta básica nas últimas semanas. (Foto: divulgação)

Nos supermercados brasileiros, o preço de itens da cesta básica, como o arroz e o óleo, têm assustado os consumidores. Em Mogi das Cruzes, a alta nos valores também pode ser percebida nas prateleiras e alguns estabelecimentos estão até mesmo limitando a compra de determinados produtos. Em reuniões junto à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP), o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Mogi e Região busca meios para que a compra ainda seja viável aos mogianos.

“Representamos também o sindicato dos supermercados, então temos uma parceria muito forte. Estamos em constante conversação para que seja possível chegar a uma solução. Eles têm nos mostrado que a alta já vem direto da fábrica, então fica difícil não passar esse valor para o consumidor, principalmente no que diz respeito ao arroz. E essa alta envolve muitos setores, desde a produção até o transporte”, explica Valterli Martinez, presidente do Sincomércio.

Nesta semana, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) reiterou que tem recomendado aos supermercados que continuem negociando com seus fornecedores e comprem somente a quantidade necessária para a reposição, bem como ofereçam a seus consumidores opções de substituição aos produtos mais impactados por esses aumentos provenientes dos fornecedores de alimentos, que resultam de variáveis mercadológicas, como maior exportação, câmbio e quebra de produção.

A maior exportação se dá por conta do aumento do dólar. Isso acontece ainda em um momento de crescimento da demanda interna por conta da pandemia do novo coronavírus, período em que houve aumento do consumo de produtos básicos.

Como exemplo, o presidente do Sindicato citou o Shibata e disse que durante os encontros, representantes da marca chegaram a afirmar que estavam vendendo o arroz a preço de custo. Por meio de nota, o Grupo Shibata afirmou que frente às altas de produtos básicos de alimentação se mantém extremamente alerta e com atenção especial para que essas elevações não se reflitam para o consumidor final, concentrando esforços para minimizar ao máximo as oscilações de preços.

Martinez afirma que durante as reuniões foi possível perceber que os próprios representantes dos supermercados já perceberam que essa negociação com os fornecedores, e até mesmo com os produtores, é necessária para que os preços não continuem subindo. O valor mais alto não é interessante para os empresários, já que muitas pessoas podem deixar de comprar o alimento.

“Eles estão tentando negociar até mesmo para manter um salário estável. Os próprios mercados entendem que isso é importante porque neste período eles também tiveram aumento na folha de pagamento, porque precisaram contratar mais funcionários e o custo operacional subiu bastante. Eles não podem perder clientes ou diminuir as vendas nesse momento. Então, estão tentando segurar os custos, pelo menos, nos produtos de cesta básica”, ressalta o presidente.


Deixe seu comentário