Entrar
Perfil

Investigado na Operação Legis Easy, vereador Antônio Lino confirma pré-candidatura à reeleição para a Câmara

Silvia Chimello
24/09/2020 às 22:11.
Atualizado em 24/10/2020 às 04:34

121497 (34)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?

Investigado na Operação Legis Easy, vereador Antônio Lino confirma pré-candidatura à reeleição para a Câmara

Silvia Chimello
24/09/2020 às 22:11.
Atualizado em 24/10/2020 às 04:34

121497 (34)

LEGIS EASY Vereador pretende recorrer da decisão da Justiça de mantê-lo afastado das atividades no Legislativo. (Foto: Eisner Soares)

O vereador Antônio Lino (PSD) confirmou sua pré-candidatura à reeleição para a Câmara nas eleições municipais de novembro, disse que fará a campanha de “cabeça erguida” e pretende recorrer da decisão da Justiça de mantê-lo afastado de suas atividades no Legislativo. O assunto foi tratado nesta quinta-feira (24) na entrevista coletiva concedida pelo parlamentar, junto com seus advogados de defesa, no hotel Marsala, para “dar satisfação à sociedade” e apresentar a versão dele sobre as denúncias feitas pelo Ministério Público, no âmbito da Operação Legis Easy, por suspeitas de envolvimento em organização criminosa, corrupção e recebimento indevido de vantagem para aprovação de lei.

Carregando...

Durante os 19 dias em que foi considerado foragido, ele disse que permaneceu em Mogi. Lino explicou que quando teve a prisão preventiva decretada, decidiu não se apresentar à Justiça porque estava esperando a liminar ao pedido de habeas corpus feito por seus advogados para responder ao processo em liberdade.

“Não fiquei escondido. Fiz isso porque considero que foram injustas as denúncias e o tipo de medida imposta (prisão preventiva). Diante de uma decisão que você sente que não é legal, não é o certo, o melhor é buscar recursos para reverter a situação, e foi o que fiz. Através do corpo jurídico conseguimos provar, não aqui, mas no STF, por entender que o processo tem vício e que eu não poderia estar nessa situação. Por isso estou aqui hoje em liberdade no município”, justifica.

Sobre isso, o advogado complementa alegando que “nem toda a ordem jurídica é absolutamente justa e legal, e que qualquer cidadão que nunca teve sobre si qualquer mácula, em nenhum aspecto da vida, e de repente se vê em uma situação injusta e ilegal, vai querer se submeter a isso”. Por várias vezes, Lino destacou que em mais de 30 anos de vida pública, tendo cumprido sete mandatos na Câmara, nunca respondeu a processo.

Segundo explicação do vereador, chancelada pelos advogados – Marco Antonio Pinto Soares e Rodrigo Mateus Santana Pinto – com apresentação de documentos, o dinheiro depositado na conta dele (R$ 29,5 mil entre 2018 e 2019) teria sido de um empréstimo que ele solicitou a “uma empresa que atua na área financeira (M.A.Assessoria) porque estava passando por um período complicado de problemas financeiros e também precisava de reforço para pagar a faculdade de sua filha. “Tanto é que assim que foi liberado, depositei imediatamente na conta dela”, argumenta, observando que dinheiro foi contabilizado como qualquer outra operação bancária.

Sobre a questão do zoneamento da Vila Oliveira, o advogado apontou a existência de um abaixo-assinado enviado à Câmara para pedir a abertura de corredores comerciais em área considerada residencial, mas mesmo assim não teve aprovação.

Quanto ao projeto que altera a lei para construção de pequenos conjuntos habitacionais, ele explica que a legislação atual condiciona a construção de empreendimentos com até 20 unidades, à existência de área de recreação, mas tentou mudar para que essa exigência seja feita a partir da construção de seis unidades. “Esse foi um pedido de pessoas que trabalham nessa área e que perderam seus empregos porque os pequenos construtores deixaram de investir. Uma pessoa que tem um terreno pequeno, que poderia construir três casas, com espaço para recreação, teria que construir só duas e acaba desistindo”, reforça, lembrando ainda que o projeto não avançou.

Mesmo ciente do impacto que as denúncias causarão na campanha e os prejuízos à sua imagem pública, o vereador garante que, se for preciso, “vai de casa em casa” de seus apoiadores para explicar tudo. “Vou caminhar de cabeça erguida, sapato novo, para continuar a fazer o meu trabalho. Não tenho medo de nada e vou enfrentar de cabeça erguida porque não devo nada a ninguém, só obrigação de esclarecer para que a sociedade possa entender”, frisou.

Os demais envolvidos na operação são os vereadores Mauro Araújo (MDB), Diego Martins (MDB), Jean Lopes (PL), Carlos Evaristo (PSB) e Francisco Bezerra (PSB), além dos empresários Joel Leonel Zeferino, Carla Salvino Bento, Carlos Araújo e dois assessores da Câmara – Willian Casanova e André Alvim -, detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP).

O MP denunciou o grupo por suspeitas de ter montado um esquema com objetivo de desviar dinheiro público e obter vantagens indevidas, por meio de favorecimento em contratos públicos e recebimento de propina para beneficiar empresas, que fez repasses de mais R$ 1,2 milhão. O esquema envolve contratos com o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) e a Secretaria Municipal de Saúde.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conoscoConteúdo de marcaConteúdo de marca
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por