MEIO AMBIENTE

Iniciativa do Programa Município VerdeAzul, recuperação de nascentes beneficia a Vila Suíssa

ÁGUA Nascentes na Vila Suíssa fazem parte da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro. (Foto: divulgação)
ÁGUA Nascentes na Vila Suíssa fazem parte da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro. (Foto: divulgação)

A recuperação de nascentes em áreas públicas está sendo realizada na rua Pedro Genovês, na Vila Suíssa, em César de Souza, e integra as atividades do Programa Município VerdeAzul, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. Esses cursos d’água incorpam a bacia do Rio Paraíba do Sul, que banha cidades como Guararema.

Mogi das Cruzes está situada entre duas grandes bacias hidrográficas. A mais falada é a do rio Tietê. Porém, boa parte das nascentes que estão na face norte da Serra do Itapeti e em regiões como César de Souza e Sabaúna drena as águas para bacia do rio Paraíba do Sul, enquanto o grande manancial de abastecimento da região, o rio Tietê, é o destino de nascentes situadas na face sul da Serra do Itapeti e outras regiões.

Segundo o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima, a partir do Programa Município VerdeAzul, foi criado um grupo de “trabalho permanente para cumprir as exigências do projeto”. Mogi das Cruzes saltou do 54º lugar para a posição de 25º município do Estado de São Paulo em Gestão Ambiental no ano de 2019, após um recurso contra a colocação anterior.

O diretor André Miragaia ressalta a capacidade produtora de água da cidade: “Mogi das Cruzes é um município singular no Estado de São Paulo, pois produz água para duas das bacias hidrográficas mais importantes do país: a do Alto Tietê Cabeceiras, que atende a Região Metropolitana de São Paulo, e também a do rio Paraíba do Sul, que assiste a Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, detalha.

Segundo o coordenador do Programa Município Verde Azul de Mogi, Emerson Mochizuki, até o momento já foram plantadas mais de 200 árvores nativas no local das nascentes: “Isso vai aumentar a cobertura vegetal e garantir a proteção dessas nascentes contra processos erosivos. Já foram plantadas mudas de sangra d’água, pau-jacaré, café de bugre, pata de vaca, alecrim do campo e maricá”, comenta.

A previsão é de que o plantio de mudas no entorno das nascentes, bem como nas margens do curso d’água, tenha continuidade.


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