Enquanto o presidente Jair Bolsonaro insiste em continuar fustigando a utilização do voto eletrônico, apontando supostas fraudes jamais comprovadas por ele ou qualquer outro, o Tribunal Superior Eleitoral  (TSE) trata de responder à altura tais insinuações. Nesta semana, a Corte disponibilizou em seu site relatórios de auditorias externas realizadas durante as eleições municipais passadas. Os documentos, elaborados por uma empresa de auditoria particular especialmente contratada para essa finalidade, comprovam que não foi identificada nenhuma situação que comprometesse a transparência e confiabilidade da votação eletrônica. Em cada um dos estados, o TSE escolhe uma urna, de forma aleatória, e promove um tipo de votação paralela à de urna eletrônica, com voto em papel, guardado sigilosamente para ser confrontado com os resultados eletrônicos. O TSE explica como é feita essa avaliação: “A votação paralela é um procedimento realizado pela Justiça Eleitoral em todas as eleições e tem o objetivo de averiguar os sistemas da urna eletrônica, atestando que não há desvio de votos, confirmando que o voto digitado é o mesmo que será computado e constará do Boletim de Urna (BU) após a votação por parte dos eleitores. Cada procedimento é acompanhado por um juiz eleitoral, que preside as comissões compostas por servidores dos TREs. Essa auditoria ocorre no mesmo dia e hora da votação nas seções eleitorais e é feita com a participação de representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Ministério Público e de qualquer interessado, pois a cerimônia é realizada em local público e de amplo acesso a qualquer cidadão. Conforme prevê a resolução, são selecionadas, por meio de sorteio, urnas eletrônicas de cada unidade da Federação já preparadas para eleições oficiais. Essas urnas são retiradas do local de votação na véspera da eleição e levadas para o local escolhido. Cédulas em papel são preenchidas e depositadas em uma urna de lona, para que, no dia da auditoria, os participantes digitem esses votos tanto na urna eletrônica quanto em um sistema específico que computará os votos consignados em paralelo. Importante destacar que a grande vantagem dessa auditoria é que se consegue demonstrar, para eleitores sem conhecimentos específicos em tecnologia, a fidedignidade da votação na urna eletrônica de forma clara e transparente, evidenciando o funcionamento e a segurança dessas máquinas. Para atestar o trabalho das comissões, há ainda a realização de auditoria externa realizada por empresa contratada especificamente para auditar e fiscalizar a atuação desses servidores durante a votação e verificar se estão de acordo com as normas.” A verificação em São Paulo, nas últimas eleições foi realizada na seção 203, localizada na Zona Eleitoral 250 da Capital paulista. 

O efeito Barreiros 

Ao procrastinar por mais de uma semana a solução para o caso do secretário-adjunto de Esportes, o prefeito Caio Cunha (PODE) acabou dando tempo para que Reinaldo Barreiros, sentindo que acabaria fora do cargo, se atecipasse e pedisse demissão, conforme aconteceu na última quinta-feira pela manhã. E se, com isso, o prefeito se preservou perante o  amigo, deixando de afastá-lo do cargo em definitivo, por outro lado acabou perdendo uma excelente oportunidade de demonstrar sua autoridade num processo de demissão sumária , que serviria como exemplo para evitar que outros aventureiros pudessem trilhar pelo mesmo caminho do agora ex-assessor.

Sessões noturnas

O presidente da Câmara, vereador Otto Flôres de Rezende, quer adotar as sessões noturnas  no início das atividades do Legislativo, logo após o término do atual recesso.  Na primeira reunião da nova legislatura, no próximo dia 2 de fevereiro, ele pretende colocar em votação a proposta de mudança de horário. Caso seja aprovada, a próxima reunião, do dia 3, já deverá ser iniciada às 18 horas. Otto acredita que o novo horário vai permitir maior participação da comunidade nas sessões. O primeiro teste deverá coincidir com a escolha dos futuros integrantes das comissões permanentes da Casa. Serão nove grupos integrados por cinco vereadores cada.

Clínica-escola

O deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) esteve reunido com um grupo de vereadores, durante visita à Câmara Municipal. No encontro, o parlamentar anunciou uma emenda no valor de R$ 2,5 milhões, que será destinada ao prefeito Caio Cunha para a construção da primeira clínica-escola voltada especificamente  para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista. A novidade deverá ser implantada no bairro Alto do Ipiranga, segundo ficou acertado em conversa anterior com o prefeito recém-empossado. Além do presidente Otto Rezende, mais dez vereadores de diferentes partidos participaram da reunião com Bertaiolli, na Câmara.