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COLUNA INFORMAÇÃO

Toda atenção para o derradeiro trecho

Secretaria de Logística e Transportes anuncia a entrega da duplicação do trecho final da Mogi -Dutra e prepara licitação para o 1,5 km a ser refeito

Darwin ValentePublicado em 12/04/2021 às 18:42Atualizado há 30 dias
Foto: arquivo / Eisner Soares / O Diário

Conforme esta coluna havia antecipado, a duplicação do trecho final da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra  foi entregue, ontem, sem festas ou qualquer outra comemoração. Apenas uma nota divulgada, durante a manhã de ontem, pela Secretaria de Logística e Transportes marcou a conclusão da obra. 

A informação, é claro, destaca os benefícios que a duplicação trará aos motoristas, com a implantação da segunda pista, passarela de pedestres, viadutos para acesso e retorno, melhorias no sistema de drenagem, além de nova sinalização, defensas, barreiras, tachões refletivos e outras melhorias, resultantes de um investimento de R$ 103,9 milhões. 

A notícia da Secretaria também traz uma informação importante para os usuários da estrada, já antecipada por este jornal, na semana passada: o DER iniciou os estudos técnicos para a duplicação do trecho final da estrada, entre os Km 32 e 33,5, nas proximidades da chegada a Arujá. O trecho precisou ser revisto após a falta de acordo na desapropriação de áreas no local.  

Segundo a nota, “o edital  para contratação deste novo projeto está em fase final de elaboração e deverá ser publicado até o próximo mês de junho”. Não há que se duvidar da palavra do secretário João Octaviano Machado Neto, de Logística e Transportes. Mas depois de tantos problemas surgidos durante o processo de duplicação do trecho final da Mogi-Dutra será importante que os representantes políticos de Mogi das Cruzes fiquem atentos ao cumprimento à risca desses prazos. 

Um acompanhamento permanente do cumprimento das futuras etapas sempre é oportuno depois de tantos problemas envolvendo a etapa final da duplicação, desde sua contratação, há mais de uma década.

Lá atrás aconteceram mudanças de empreiteiras, alterações em projetos, atraso no início e também durante a execução da obra. Em meio a tanto vai-e-vem, a derradeira surpresa veio com a manutenção de pista única em mais de um quilômetro antes do término da duplicação porque não houve acordo na desapropriação do terreno para que os trabalhos seguissem seu curso normal. 

E aí está a importância da atenção permanente da opinião pública: a pressão popular e política fez com que o Estado buscasse uma saída alternativa para a duplicação desse trecho, por meio de um desvio contornando o trecho não desapropriado. E é justamente para a execução dessa alternativa que os olhos dos mogianos deverão se voltar, a partir de agora. Se há prazos, que eles sejam cumpridos à risca para que possamos ter a Mogi-Dutra realmente duplicada do início até o seu final.

Novas demissões

Na esteira da exoneração do médico Henrique Naufel da Secretaria da Saúde, os assessores diretos também estavam apresentando os respectivos pedidos de demissão. Foi assim durante parte da manhã e tarde de ontem. Uma das que deixaram a Secretaria foi Tatiana Melo, que chefiava toda a rede básica municipal de Saúde, que inclui postos, UPAs e outras unidades. E com uma complicação mais urgente: estava sob a responsabilidade dela a campanha de vacinação contra a gripe, um trabalho que deve envolver uma grande parte da equipe da pasta, já que o processo de imunização correrá em paralelo com as novas etapas da imunização contra a Covid-19, já em andamento.

Quem substitui?

Logo que se noticiou a saída do médico Henrique Naufel, as bolsas de apostas se movimentaram para avaliar as chances de quem poderá substituí-lo no comando da Secretaria. Os nomes mais cotados eram o da médica e ex-secretária Rosangela Cunha (“Drª Nenê”)  e da atual adjunta, Andreia Godói. Os médicos Olavo Ribeiro Rodrigues e Gondim Teixeira também estavam entre os cotados. Houve quem aventasse até mesmo a participação da deputada Renata Abreu (PODE) na indicação de alguém, assim como do atual secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn,  que já trabalhou em Mogi , para indicar um nome de sua confiança, o que dificilmente aconteceria: Naufel foi seu professor e  poderia  parecer indelicado da parte dele apontar seu substituto.

Naufel sai agastado

Pessoas que tiveram contato com o médico Henrique Naufel após sua exoneração, na manhã de ontem, garantiram à coluna que ele demonstrava estar bastante agastado por ter deixado o comando da Secretaria da Saúde nas circunstâncias em que o fato aconteceu, por interferência direta do Ministério Público de Mogi das Cruzes. Para amigos, Naufel chegou a dizer que “foi saído” do cargo. E à repórter Larissa Rodrigues, deste jornal, que o procurou logo após a divulgação da notícia de sua demissão para ouvi-lo a respeito do fato, Naufel, com voz abatida, foi lacônico ao dizer exatamente a seguinte frase:

“Não tenho nada a declarar, por enquanto”.  O que não significa silêncio eterno.

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