O presidente do Instituto Cultural e Ambiental do Alto Tietê (Icati), ambientalista José Arraes, enviou à coluna cópia de uma mensagem encaminhada por ele ao prefeito eleito Caio Cunha (PODE), onde demonstra sua preocupação com possíveis mudanças anunciadas para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Diz Arraes: “Leio e escuto que fará uma divisão ou até uma extensão na Secretaria do Meio Ambiente.

Eu não concordo com o que li e sei de muitos que também discordam.

Repare que já tentaram fazer isso no governo de São Paulo, e o meio ambiente teve enormes retrocessos. 

Seria longo enumerá-los aqui.

No mundo todo o meio ambiente é transversal e aqui, onde aflora a natureza, o meio ambiente é condição interministerial, pois a respiramos, tropeçamos nela, cheiramos, apalpamos e vivemos dela. 

O meio ambiente sempre será o motivo e a razão de cuidados muito especiais.

Examinemos: Por ser o meio ambiente interdisciplinar, forçosamente o torna, por consequência, independente.  

Não pode ficar sujeito aos mandos e desmandos. 

Não pode ser condicional. Não pode ser avaliado e muito menos relativizado.A natureza está aqui para ser usada e usufruída pelo homem e não para ser juntada aos gostos e contragostos. E, atualmente, no mundo todo, a melhor forma encontrada para o acompanhamento e fiscalização de possíveis agravos a natureza é o “licenciamento ambiental”.

E um licenciamento independente, pronto, conhecedor, legal, sólido que permita o famoso “desenvolvimento sustentável”, que é a premissa de todos nós, e principalmente do senhor, como principal governante do município. Tem que ser premissa.

Desculpe, se me tivesse perguntado, eu lhe diria, agora nas escolhas de auxiliares, fosse indicado, antes de nenhum outro, o secretário do Meio Amnbiente.

Para ser o guardião do nosso desenvolvimento sustentável.

Depois, os outros, sem menosprezá-los, evidentemente.

Retirar o licenciamento do Meio Ambiente e localizá-lo no Planejamento onde o uso e a ocupação do solo são definidos, é o mesmo que juntar a fome com a vontade de comer.

E não temos histórico recomendado para isso. Há anos  essa ocupação é desordenada e há anos, nós da sociedade civil temos “brigado” para constar no Plano Diretor artigos consistentes a isso relacionados. E, confesso,  temos tido muito pouco sucesso. A última revisão do Plano Diretor que o diga. Eu sou contra alocar o licenciamento ambiental na Secretaria de Planejamento. Não agiliza o processo; isso não é verdade. Vai subjugar o licenciamento ambiental, com certeza”.

Repercussão positiva

Repercutiu positivamente nos meios políticos o manifesto divulgado, no último final de semana, por vereadores recém-eleitos, integrantes do movimento “Vamos Ocupar a Cidade”, o VOC, aliado do prefeito eleito Caio Cunha, com exigências para os virtuais candidatos à presidência da Câmara. Ao exigirem  digitalização dos processos internos; transparência nas decisões e administração; sessões e audiências em horários mais acessíveis à população; enxugamento de gastos e reformulação do Parlamento Estudantil,  Eduardo Ota, John Ross, Maurino da Silva e Maluf Fernandes tiraram o foco das negociações nos bastidores e as trouxeram para o plano externo, para serem acompanhadas também pela população.

Repercusão negativa

O vereador Edson Santos (PSD) classificou como “prepotentes e arrogantes” as declarações atribuídas ao deputado federal Roberto de Lucena (PODE-SP) pelo jornal “Oi Diário”, de Suzano. Segundo a manchete da publicação, Lucena teria dito que “Com Caio Cunha prefeito, Mogi não sentirá saudades de Marco Bertaiolli e de Marcus Melo”. O vereador classificou a fala do deputado como  “infeliz” e exortou o parlamentar a ajudar na solução do impasse do PS do Luzia de Pinho Melo. Caio Cunha apoiou o vereador, elogiou os três últimos prefeitos de Mogi e, ao mesmo tempo, também levantou dúvidas sobre “a credibilidade deste jornal “ que, segundo ele, durante a campanha , o atacou “com mentiras “ e  que também já estaria “sendo  processado por isso”.  

Em novo endereço

Será na sede da Proambiente, loja de decorados localizada na rua Carmela Dutra, 281, próximo à praça Norival Tavares, o lançamento do livro “Política Cultural: uma construção coletiva”, de autoria do secretário municipal de Cultura e Turismo, Mateus Sartori. O evento , inicialmente programado para o Mogi  Shopping, o que não se concretizou, acontece nesta quinta-feira (17), a partir das 18 horas. A obra é uma versão “menos técnica” do trabalho de conclusão da pós-graduação de Sartori junto à Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo e mostra sua experiência na formulação de uma política cultural para o município de Mogi das Cruzes, durante sua passagem pela Prefeitura Municipal.