Se o secretário municipal de Segurança Pública, Junji Ikari, prestou atenção aos comentários que pipocaram no Face, durante a mais recente live do prefeito Caio Cunha (PODE), deve ter ficado preocupado com as muitas reclamações ali apresentadas sobre os pancadões, verdadeira praga que parece estar se disseminando por diferentes pontos da cidade. Logo que assumiu o cargo, no último dia do ano passado, o secretário, a Guarda Municipal  e a Polícia Militar montaram um esquema para tentar evitar os “bate-estacas” programados para a virada do ano na cidade. O plano consistia em ocupar previamente a região do Parque Olímpico, onde deveria acontecer uma dessas grandes concentrações de jovens, som e outros quetais. A estratégia deu certo e os moradores daquela região da cidade puderam  festejar o réveillon e dormir em paz o resto da primeira madrugada do novo ano. Junji Ikari festejou o feito, mas naquele mesmo dia, o site de notícias G1 trazia as reclamações de moradores do Jardim São Pedro, em César de Souza, que não dormiram durante a madrugada em razão do forte barulho produzido por um baile funk, ou pancadão, realizado no outro extremo da cidade, em relação a onde os organismos policiais haviam conseguido garantir a tranquilidade para os vizinhos. O exemplo serviu para mostrar o quanto esses movimentos estão se disseminando por toda a periferia da cidade, ainda que uma legislação municipal, de autoria do ex-vereador  Edson Rong, tenha  oferecido maior amparo legal para o combate às incômodas barulheiras das madrugadas de finais de semana. Durante a falta do prefeito na rede social, na última terça-feira, era possível verificar reclamações contra os pancadões vindas dos mais diferentes pontos da cidade. Desde a praça Assumpção Eroles, também conhecida como “Praça do Habib’s, entre os condomínios do bairro Nova Mogilar, até pontos mais distantes do centro de Mogi. Sinais de  que o secretário Junji Ikari precisará  atentar para o problema e, ao mesmo tempo, buscar outras soluções para tentar impedir os pancadões. A concentração de policiamento resolver o problema naquel ponto específico, mas libera outros pontos para as festas, quase sempre regadas a muito álcool e drogas. Não há dúvidas de que a solução não é nada fácil e que este será, ao lado das invasões de áreas públicas e particulares, um dos principais desafios a serem enfrentados pelo secretário recém-chegado à pasta da Segurança Pública de Mogi das Cruzes.

Iluminação rural

 

O município de Mogi das Cruzes e o Ministério da Agricultura firmaram contrato para a implantação de postes de iluminação no setor agrícola municipal, por meio do Programa Agropecuária Sustentável. O projeto prevê um investimento total de R$ 482.600,00. Desse total,  R$ 477.500,00 correrão por conta da União, devendo ser liberados pela Caixa Econômica Federal, enquanto os outros R$ 5.100,00 corresponderão à contrapartida assumida pela Prefeitura Municipal de Mogi. O curioso do projeto é que a União irá se valer de recursos do Orçamento do ano passado. O contrato deverá vigir entre o dia 31 de dezembro de 2020, até  30 de agosto de 2022.

 

Hábitos noturnos

 

Com menos de um mês à frente do cargo de prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha já descobriu que a madrugada é o melhor horário para se trabalhar em seu gabinete. Ele admitiu isso em conversa com internautas, na última terça-feira. “Esta é a hora em que os telefones não tocam, as pessoas não interrompem; enfim, o melhor momento para se tomar decisões e definir estratégias”. O prefeito gostou tanto da madrugada que dias atrás postou numa de suas redes sociais, uma conversa entre ele e a mulher Simone. No diálogo ela cobrava  a ida do marido para casa, em razão do avançado da hora, enquanto ele procurava se explicar, da melhor maneira,  os motivos de tamanho atraso.

 

Jogo duro e difícil

O colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, deu a melhor explicação para a confusão em torno da vacina do Butantan, que a princípio foi apresentada com uma eficácia de 78%, para casos moderados da doença, a 100% para casos graves e, por fim, acabou mesmo com 50,4%, e quem foi o responsável por isso? “De acordo com interlocutores que participaram tanto do anúncio de ontem como o da semana passada, quem pressionou para que os dados de 78% e 100% fossem liberados foi João Doria. Doria estava incomodado com críticas relativas aos vários adiamentos na divulgação desses dados, prometidos pelo governo inicialmente para dezembro. E determinou que se divulgassem os dados que estavam consolidados até aquele momento”, contou Lauro Jardim.

Avenida ou rio?

A imagem mostra o trecho da Avenida Anchieta, na altura da Vila Rubens, durante a chuva que caiu na tarde da última terça-feira sobre a maior parte da cidade. Os carros transitavam em meio a um verdadeiro rio, já que a exemplo de inúmeras outras vias mogianas, o escoamento das águas pluviais é cada vez mais difícil devido a carência de bocas de lobo