Depois que um grupo de vereadores recém-eleitos decidiu apresentar uma série de propostas aos candidatos à presidência da Câmara, como condição para apoiar os já lançados, Clodoaldo Aparecido de Moraes (PL) e Otto Flores de Rezende (PSD), mais uma mobilização está surgindo em plena reta de chegada para a eleição de Mesa, que irá acontecer na tarde do próximo dia 1º de janeiro. 

Nas últimas horas, foi formado um novo grupo de vereadores liderado por Marcos Furlan (DEM) e integrado ainda por Fernanda Moreno (MDB), Edinho do Salão (MDB) e Osvaldo Silva (Republicanos).

Os quatro decidiram votar em conjunto para a presidência da Câmara. Em nota que chegou à imprensa, o grupo afirma que está esperando os virtuais candidatos apresentem um plano de gestão para a Câmara e compartilhem também as macrodecisões com os demais vereadores. 

E, por fim, uma ameaça pouco velada: caso não apresentem, o grupo poderá lançar uma terceira via, ou seja, um novo candidato para entrar na disputa, já um tanto conflagrada pela falta de diálogo entre os atuais concorrentes

A nota não vai além disso, mas já se sabe que caso haja mesmo a terceira via, ela seria representada pelo vereador mais antigo do grupo, Marcos Furlan, que já demonstrou disposição de entrar para valer na disputa, ainda que seu partido tenha apenas um representante no futuro Legislativo, ou seja, o próprio Furlan.

Ele, porém, estaria confiante na possibilidade de vir a receber apoio de vereadores do seu próprio grupo e ainda avançar sobre os prováveis apoiadores dos candidatos já lançados.

Vale lembrar ainda que a terceira via poderá contar também com o apoio dos quatro novatos que lançaram manifesto com exigência aos presidenciáveis. 

Também é preciso ressaltar que um importante eleitor desse pleito, ainda que sem votos, o prefeito eleito Caio Cunha (PODE) ainda não se manifestou a respeito de eventuais preferências por um ou outro candidato já lançado, embora haja informação de que ele já foi procurado por vereadores que desejam saber  para onde irá pender o prefeito.

Caio, é claro, tem procurado mostrar neutralidade para o público externo, mas é praticamente impossível  que ele não acabe sendo arrastado para dentro da disputa pela Câmara. Ou seja: quem imaginava que a situação no Legislativo estivesse muito próxima de um entendimento, pode ter errado redondamente a esse respeito.

Mogi na frente

O mercado de trabalho mogiano reagiu positivamente durante o mês de novembro passado, em especial no setor industrial, deixando para trás a cidade de Suzano. Mogi fechou o mês com 3.908 admissões, 2.648 desligamentos  e um saldo positivo de 1.262 vagas ocupadas.  Já Suzano, no geral, chegou a 2.655 contratações, 1.802 demissões e um saldo positivo de 853 vagas.  O setor industrial de Mogi  fez 408 admissões, 270 desligamentos, mantendo o saldo postivo de 138, enquanto a indústria da vizinha Suzanocontratou 186  empregados e demitiu outros 248, mantendo um saldo negativo durante o mês de novembro  de -62 colocações.

Futuro positivo

Na opinião do diretor de Desenvolvimento Econômico e Social da Prefeitura, economista Claudio Costa, “as indústrias de Mogi estão com um saldo positivo e eu acho isso muito bom, em termos de futuro. Quanto você tem saldo negativo na indústria, é sinal que parou de entrar encomenda. Quando você tem saldo positivo é porque  se tem demanda na ponta. Eu faço uma avaliação de que nós, em Mogi, vamos fechar com chave de ouro este ano, porque dezembro  vai ter um número bom e, o primeiro trimestre do próximo ano, mesmo em função do lockdown afetando o comércio, acredito que indústria, serviços e construção vão ser positivos, o que é muito bom”.

Kelly na mira (?)

Surge mais um possível  nome com chances de ocupar a Secretaria Municipal de Esportes no governo do prefeito eleito Caio Cunha: Kelly dos Santos Müller, a pivô da Seleção Brasileira de Basquete, que defendeu o País em três campeonatos mundiais e quatro Olimpíadas. A atleta, que já passou por vários clubes do País e do exterior, esteve reunida recentemente com Caio, de quem recebeu, como presente, um exemplar de seu livro “Vamos Ocupar a Cidade”, uma espécie de bíblia do trabalho desenvolvido pelo futuro prefeito enquanto vereador à Câmara de Mogi. Kelly, paulistana de 37 anos, é negra e tem experiência com ações esportivas  voltadas para a comunidade, além de conhecer bem a cidade de Mogi.