Não será transferindo as sessões legislativas para o período noturno que o presidente, vereador Otto Flôres de Rezende (PSB) irá dar à Câmara Municipal de Mogi das Cruzes a visibilidade e o reconhecimento esperado pelo recém-eleito. Por mais que a mudança de horário seja algo que, periodicamente, volte à discussão, incentivado por algum ativista político local, as experiências do passado servem para contradizer argumentações flácidas de que, no período noturno, haverá mais gente disposta a ir até a Câmara para assistir às sessões legislativas e acompanhar de perto o trabalho de seus vereadores. Na época em que as sessões aconteciam à noite, num período em que a cidade ainda não tinha tantas atrações  como hoje - pandemia à parte, é claro -, eram sempre os mesmos dois ou três gatos pingados que apareciam por lá, quase sempre à procura de algum favor, ou em busca de um cafezinho quente disponibilizado para os visitantes. Nada que conseguisse alterar a imagem dos vereadores perante a comunidade. Nos dias atuais, o vereador presidente parece acreditar que alguém vá deixar o conforto de sua residência para ir acompanhar as sessões legislativas, abandonando o futebol, a novela os as atrações diferentes que a tevê ou o streamming lhes oferecem. E ainda correndo riscos desnecessários que a atual falta de segurança impõe  a todos, especialmente no período noturno? Mais: e durante o inverno: alguém deixaria sua casa para ouvir discursos de vereadores? Seria interessantte que o presidente levasse em conta que atualmente a Câmara dispõe de algo poderosíssimo, que não dispunha no passado, que é uma emissora de televisão em canal aberto e internet, capaz de oferecer as sessões, ao vivo, para quem está em casa ou qualquer outro local. E até mesmo assegurar uma reprise da sessão da tarde (a dos vereadores) num horário noturno pré-estabelecido, para que possa ser acompanhado  por aqueles que estiverem em casa. Vale ressaltar é que pela manhã, à tarde, ou a noite, a Câmara só irá despertar o interesse dos espectadores a partir do momento em que passar a discutir temas que realmente interessem à comunidade. Só assim, com debates sobre assuntos que mexam diretamente com a vida dos mogianos, é que haverá o interesse da comunidade pelo seu trabalho. Basta elevar o nível dos debates e dos temas em discussão para que haja o desejo da população estar presente ao Legislativo em qualquer horário. Já foi assim nas malfadadas mudanças de zoneamento (que deram no que deram...) e em outros períodos semelhantes.  Se não melhorar o nível dos trabalhos, por maior que seja o esforço,  o interesse do público continuará abaixo da expectativa . Inclusive do presidente Otto, que possui ideias muito melhores e mais modernas que essa para dar mais  visibilidade ao Legislativo mogiano.

Vandalismo na justiça

A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes deverá acionar judicialmente o cidadão que, durante a virada do ano, num acesso de fúria, quebrou cadeiras, proteção de acrílico, totem da senha da recepção central, equipamentos de informática da portaria principal do hospital, nas primeiras horas da manhã. Ele foi contido por policiais que o conduziram ao Distrito Central de Polícia, onde ele foi autuado em flagrante. O hospital quer ser ressarcido pelos prejuízos, calculados em R$ 15 mil no dia dos fatos, segundo apurou a coluna junto a um dirigente da filantrópica. O responsável pelo ataque à recepção da Santa Casa estava acompanhando    uma gestante.

Atrás das lulas

Já na condição de ex-prefeito, Marcus Melo aproveitou os primeiros dias do ano, logo após transmitir o cargo a seu sucessor na Prefeitura, para descansar ao lado da família, em Ilha Bela, no Litoral Norte do Estado. Passado o período de chuvas fortes que atingiu aquela região, Melo pôde retomar alguns hábitos que ficaram esquecidos durante o seu período à frente da Prefeitura de Mogi, como  mergulhar e velejar nas águas do Atlântico. Antes da volta para casa, Melo também aproveitou para caputar algumas lulas, camarões e outros frutos do mar. Notícias de Prefeitura? Nem pensar, apesar da insistência de alguns: “Preciso me desligar um pouco; e descansar também...”- disse ele à coluna.

Trens de promessa

Continuam somente no papel, assim como tantas outras, a promessa do governador João Doria (PSDB) de criar o Trem Intercidades, que aproveitaria as ferrovias já existentes para interligar importantes regiões do Estado de São Paulo. A primeira etapa do projeto ligaria a Capital até Campinas. Mas o governador, num encontro com jornalistas do interior paulista, chegou a anunciar a licitação para esse trajeto incluiria também uma ligação com o Vale do Paraíba, o que interessaria - e muito - à região de Mogi das Cruzes. Apesar do otimismo de Doria, nada ainda saiu do papel, assim como a pavimentação da estrada da Volta Fria e a construção da ponte sobre o rio Tietê, na altura do bairro do Rio Abaixo, em Mogi.