Um passo concreto para a formação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes foi dado, nesta terça-feira, com o início da tramitação de um projeto de decreto legislativo com este objetivo, apresentado pelas vereadoras Inê Paz (PSOL), Maria Luiz Fernandes (Solidariedade) e Fernanda Moreno (MDB).

“O nosso objetivo é criar medidas, ações e iniciativas que tornem a cidade um lugar mais seguro, justo e livre para as mulheres, trazendo-as também para mais perto da política”, afirma a vereadora Malu Fernandes.

A meta do grupo será dar voz às mulheres mogianas dentro da Câmara Municipal, onde as três mosqueteiras prometem ser as porta-vozes das principais reivindicações femininas da cidade. Para isso, firmaram um compromisso de apresentarem juntas os projetos e outras iniciativas em favor da causa feminina.

Tanto que, enquanto o projeto de criação da Frente Parlamentar caminha pela burocracia interna do Legislativo, antes de ser levado ao plenário para ser discutido, votado e certamente aprovado, as integrantes do grupo já definiram uma pauta prévia a ser debatida na Câmara, ainda durante o mês de março, por meio de quatro projetos de lei que estão sendo  elaborados.

O primeiro deles trata de uma linguagem inclusiva na Câmara, que busca promover mudanças em alguns hábitos e métodos adotados internamente no Legislativo, onde a presença majoritária de homens acabou por criar regras específicas para o gênero. Por exemplo: na carteira de identificação, a mulher ainda é tratada como “vereador”. E vai por aí afora.

Outro assunto a ser colocado em pauta, na forma de projeto de lei, diz respeito à chamada “pobreza menstrual”, o qual prevê o fornecimento de absorventes femininos gratuitos para moradoras em situação de vulnerabilidade econômica social, a ponto de não conseguirem adquirir tais acessórios. A meta é fazer com que a Prefeitura ofereça a elas um absorvente sustentável, feito de pano e reutilizável.

A terceira proposta está ligada à busca de “autonomia financeira” para mulheres que são vítimas de violência. A ideia é criar um programa junto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social para oferecer emprego a essas pessoas sem que haja exposição. As empresas aderissem ao plano poderiam receber um selo especial que as identificassem.

E, por fim, a quarta proposta será encontrar uma fórmula para levar a Lei Maria da Penha para as escolas municipais, de forma que os jovens comecem a tomar conhecimento sobre o tema.

Barreiras eletrônicas

O retorno ao município de Mogi do sistema de barreira eletrônica está sendo reivindicado ao prefeito Caio Cunha (PODE) pela Câmara Municipal. Uma iniciativa do vereador Mauro Margarido, o  Maurinho do Despachante (PSDB), pede a volta do sistema que identifica veículos furtados e roubados em circulação na cidade, e ajuda  a prevenir crimes como sequestro relâmpago, por exemplo. Os aparelhos enviam informações sobre as placas dos veículos, automaticamente, para a Polícia Militar. Quando detectada alguma irregularidade, um alerta é encaminhado para as viaturas mais próximas, facilitando a abordagem do veículo suspeito pelo policiamento.

De volta à empresa

Com a derrota do grupo político ao qual pertencia, na condição de vice-prefeito de Mogi das Cruzes, Juliano Abe está de volta às atividades junto à iniciativa privada. Depois de passar pela Câmara Municipal e Prefeitura, o filho do ex-prefeito e ex-deputado Junji Abe reassumiu o comando de sua empresa, a Toyo Consultoria Integrada, especializada em assuntos ligados ao meio ambiente. Se vai retornar à política, ainda é cedo para qualquer especulação, mas muitos acham que se não for no próximo ano, como candidato a deputado, Juliano poderá se candidatar novamente a vereador em 2024. Ou até mesmo a prefeito, dependendo dos ares da política local.

Governo em baixa

Consulta divulgada, na manhã de ontem, pelo instituto Paraná Pesquisas mostra que a aceitação do governo do presidente Jair Bolsonaro  começa a sentir os efeitos do negacionismo em relação à Covid-19, falta de vacinas, desemprego e subida da inflação, entre outros fatores. Entre 2.080 eleitores, com 16 anos ou mais, ouvidos por telefone, em 26 estados  e 126 municípios brasileiros, 49% desaprovam e 46,3% aprovam o governo, enquanto 4,6% não responderam. Já 13,8% consideram a administração ótima e 20,2% boa, o que dá ao presidente uma avaliação positiva de 34%. Outros 12,4% consideram o governo ruim e 28,2% péssimo, o que eleva a avaliação negativa para 40,6%. Para 23,7%, a avaliação da administração é regular; 1,7% não sabe ou não opinou.