Números relativos à mais recente atualização do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados, no último domingo, por este jornal, serviram para confirmar algo que vem preocupando os economistas, durante os últimos anos: as dificuldades que a cidade vem enfrentando para elevar a renda per capita de sua população. Mogi lidera a região do Alto Tietê com um PIB de R$ 15,3 bilhões, seguido de Suzano (R$ 11,1 bi) e Itaquá (R$7,2 bi). Todos dados relativos ao ano de 2018, os mais recentes liberados pelo IBGE em dezembro. Já no quesito renda per capita,  Mogi aparece com R$ 34,9 mil por habitante, caindo da quarta para quinta posição no ranking que é liderado por Arujá, com R$ 69 mil. seguido por Guararema, que saltou do quinto para o segundo lugar, com R$ 47,9 mil por habitante, deixando Poá em terceiro, com R$ 39,9 mil. Na opinião do economista Claudio Costa, a explicação para a situação de Mogi é simples: a população da cidade vem crescendo desproporcionalmente em relação à sua receita. Costa lembra que já se passaram 20 anos da chegada  à cidade de sua última grande empresa, a unidade da General Motors, no Taboão. Depois disso, nenhuma outra empresa de peso. Mas a cidade acabou por ingressar na era dos call centers, que oferecem empregos em quantidade, mas com um nível salarial bem inferior ao das grandes indústrias. O economista mostra que no ranking de indicadores econômicos do Governo do Estado com seus 645 municípios, Mogi ocupava, em 2010, posição número 128 em renda per capita e a 95ª posição em salário médio. Em 2018, a classificação da renda per capita despencou para a posição 177, enquanto o salário médio também caiu para a 157ª colocação. Em igual período de oito anos, as posições de  quantidade de pessoas ocupadas e de unidades locais de qualidade para se trabalhar se mantiveram  basicamente as mesmas, o que significa uma má fase econômica para Mogi. Claudio Costa mostra outros dados preocupantes: na fase mais aguda da pandemia, 164 mil pessoas, quase 40% da população mogiana, receberam o auxílio emergencial  do governo, que despendeu com Mogi algo em torno de R$ 460 milhões (aí incluídos  perto de R$ 40 milhões do Bolsa Familia). Depois de os últimos governos terem focado no social, com o tripé saúde, educação e segurança, o economista defende uma atenção maior para o desenvolvimento econômico, que garanta emprego de qualidade, com bons salários, capazes de aumentar a renda per capita local e, ao mesmo tempo, dar ao comércio o impulso que ele necessita, espera e merece.

De volta às lives

O ex-candidato a prefeito pelo PT, Rodrigo Valverde, retomou as suas concorridas lives pela internet, no último final de semana. Fez um balanço geral da campanha, procurando se valorizar ao máximo, e deixando claro que a derrota não deverá afastá-lo da política local. E a julgar pelas reações do público que fazia comentários durante seu pronunciamento, Valverde pode preparar terreno para voltar à cena eleitoral , no próximo ano, na condição de candidato a deputado. Se sairá para estadual ou federal ainda é cedo para saber, mas é praticamente certa a sua candidatura, na avaliação de políticos da cidade.  Detalhe:em sua live, Valverde não deixou de citar os elogios à sua campanha feitos pelo deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), logo após o segundo turno.

Sessões presenciais 

Uma das preocupações do vereador Otto Flôres de Rezende (PSD) no cargo de presidente da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes será a busca pela retomada das sessões presenciais do Legislativo, que durante a pandemia passou a se valer de um sistema misto para contabilizar a presença dos vereadores. Enquanto os mais jovens compareciam ao plenário, os vereadores mais idosos se valiam do sistema eletrônico para participar das sessões, via internet, direto de suas residências. Otto quer retomar as sessões presenciais adotando todos os cuidados sanitários  previstos. O que, convenhamos, não será nada fácil, especialmente após  a volta da doença com força total nesses últimos dias.

Gente nova

O jornalista Ricardo Café, que já atuou junto à Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Suzano, é um dos nomes cotados para assumir o comando da Coordenadoria de Comunicação do prefeito Caio Cunha (PODE). Ainda sobre o primeiro escalão do atual governo: tudo indica que o jogador de futebol Cacau, que mora atualmente na Alemanha não aceitou o convite para ser o secretário de Esportes. No dia da posse, questionado por jornalistas, Caio disse que o futuro titular da pasta estava com Covid-19 e que só depois de recuperado iria assumir. Curiosamente, quem testou positivo para a doença foi  Guilherme Filipin, atual supervisor da equipa de Mogi. Unindo as coisas...

Brincando na chuva

Em plena chuva da tarde da última segunda-feira, o garoto aproveita a água empoçada  na rua para se divertir em pleno centro de Mogi. Com muitas lojas fechadas em razão das restrições impostas pelo agravamento dos casos de Covid-19, e com a região central praticamente deserta, não foi difícil para o jovem fazer suas peripécias numa região que, em situação normal, estaria lotada