O prefeito eleito Caio Cunha (PODE) terá a oportunidade, logo no início de seu governo, de confirmar sua proposta de mudança, resolvendo, de uma vez por todas, dois problemas que desafiam os que o antecederam no cargo, há décadas. É claro que me refiro aos eternos problemas da avenida Miguel Gemma, no bairro do Socorro, e da estrada velha de Sabaúna. Os dois resultaram de descuidos administrativos ocorridos nos primeiros anos deste século e continuam aí a desafiar administradores, sem que alguma solução tenha sido encontrada para ambos. No caso da avenida, a obra  mal executada tem sido alvo de discussões  intensas, especialmente entre moradores do bairro do Socorro, mas apesar de algumas tentativas, o trecho que deveria ser um cartão de visitas da cidade para quem chega da região de Biritiba Mirim e Salesópolis, continua esburacado e cheio de ondulações, problemas que se agravam ainda mais sempre que uma chuva  mais forte atinge aquela região da cidade. Ainda ontem, um motorista da cidade, logo após passar por lá, ligou para a coluna, indignado, querendo saber se existia algum plano para pôr fim àqueles problemas, que vão se agravando a cada dia, principalmente com a passagem de veículos pesados vindos das empresas da região do Cocuera e dos municípios vizinhos. Já o caso da estrada velha de Sabaúna é mais ou menos parecido. Lá, quase na mesma época da avenida, foi realizada uma obra de asfaltamento da vicinal, sem que também fosse implantado um sistema de drenagem lateral da via. Na primeira grande chuva que caiu após a conclusão da obra, trechos do asfalto recém-colocado foi arrancado pela força das águas que passaram a correr sobre a pista que era de terra batida e acabara de ser impermeabilizada. O resultado da grotesca falha de engenharia foi que vários pontos da rodovia sofreram deslizamentos, deixando o local intransitável, para desespero dos moradores acostumados a fazer uso da antiga via que ligava o distrito de Sabaúna a César de Souza. O problema tinha fácil diagnóstico, mas sua solução passou a exigir recursos nem sempre disponíveis para serem aplicados numa estrada de pouco movimento, mais uada por trilheiros e ciclistas, em fins de semana.  Resultado: depois de alguns quebra-galhos, as complicações continuam presentes na via. À espera de um administrador corajoso e que demonstre interesse  em derrubar os dois verdadeiros mitos que estão aí a desafiar os mais recentes prefeitos de Mogi. O que virá por aí ainda é cedo para se saber.

Substituto de Deragil

O substituto do padre Francisco Deragil no comando da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida e São Roque, no distrito de Braz Cubas, somente será definido a partir da metade do próximo mês de janeiro. Até lá, ocupará o cargo, interinamente, o monsenhor Antonio Robson Gonçalves, vigário-geral da Diocese, que já comanda a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, na Vila Jundiaí, além do Tribunal Eclesiástico da Diocese. As informações foram passadas à coluna pelo bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, que logo após o sepultamento do padre Deragil, na quarta-feira, se reuniu com religiosos presentes para anunciar as novas diretrizes.

Candidatura à vista 

Já livre da dor de garganta e febre que o levaram a fazer o teste para detecção da Covid-19, cujo resultado sai amanhã, o atual presidente da Câmara, vereador Sadao Sakai (PL) continua isolado em sua casa, cumprindo determinações médicas. O que não o impede de fazer planos para o futuro na política. Após concorrer a vice-prefeito, sem sucesso, nas eleições passadas, Sakai se mostra disposto a encarar uma disputa para deputado, desde que possa contar com o apoio de seu partido. Em conversa com a coluna, o vereador admitiu tal possibilidade, mas já sabendo que sem votos vindos de outras cidades é praticamente impossível  de se eleger apenas com os eleitores da cidade.

Nova eleição?

Nem tudo é comemoração na eleição de Márcia Teixeira Bin de Souza para a Prefeitura de Poá. A mulher do ex-prefeito Francisco “Testinha” de Souza, que utilizou o nome do marido na urna  eletrônica, é alvo de uma ação judicial que busca impugnar sua candidatura (por irregularidades do tempo em que ela esteve na Prefeitura), movida pelo partido Cidadania, hoje tramitando, em grau de recurso, junto ao TSE, em Brasília. Nesta semana, o vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, manifestou-se favoravelmente ao indeferimento e impugnação da candidatura de Márcia. Caso o ministro do TSE, Alexandre de Moraes, acolha a posição do MP, cria-se um impasse jurídico que pode até resultar em uma nova eleição para Poá.