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COLUNA INFORMAÇÃO

Cunha expõe insatisfação sobre o pedágio para Doria

Prefeito de Mogi, Caio Cunha falou sobre o assunto durante uma reunião de integrantes do Podemos com o governador, vice e dois secretários de Estado

Darwin ValentePublicado em 01/06/2021 às 20:12Atualizado há 12 dias
Em seu discurso, Caio teria proposto um “diálogo construtivo” com o governo Doria / Divulgação
Em seu discurso, Caio teria proposto um “diálogo construtivo” com o governo Doria / Divulgação

O prefeito Caio Cunha (PODE) teve, nesta quarta-feira (2) pela manhã, a oportunidade de expor diretamente ao governador João Doria (PSDB) a insatisfação da região do Alto Tietê em relação ao pedágio que seu governo insiste em instalar na ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra.

Foi durante um encontro político ocorrido no Palácio dos Bandeirantes, onde estavam o governador Doria, o vice Rodrigo Garcia (PSDB), além do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi e do secretário da Casa Civil, Cauê Macris, mais 22 prefeitos e outros quatro deputados filiados ao Podemos.

Convidado a discursar durante o evento, o prefeito de Mogi se mostrou um aliado do governo estadual que estaria tentando, por meio das ações judiciais, ajudar a administração não passar constrangimentos em função das falhas contidas na proposta da Agência de Tranporte do Estado de São Paulo (Artesp) de concessão de várias rodovias paulistas, em cujo edital consta a intalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.

Em seu discurso, Caio teria proposto um “diálogo construtivo” com o governo para evitar que a região de Mogi das Cruzes venha a ser prejudicada pelo projeto da Artesp, que tenta impingir ao município uma série de obras de necessidades discutíveis, somente como forma de justificar a instalação de um pedágio num pequeno trecho de estrada que liga Mogi  ao trevo de acesso à rodoviaAyrton Senna.

Caio teria colocado às autoridades estaduais que o governo está correndo sério risco de perder a credibilidade junto à população do Alto Tietê pelo fato de a Artesp não estar disposta a ouvir a reação contrária de toda uma região contra a instalação do indigitado pedágio.

O prefeito teria ainda aproveitado o encontro de cunho evidentemente político-eleitoral para alertar o governo sobre o enorme desgaste  que está sofrendo  ao deixar de ouvir os protestos de todo o Alto Tietê contra o projeto da Artesp.

Caso, realmente, todos esses argumentos tenham sido entendidos e absorvidos pelos governistas, é bem provável que eles venham a fazer uma reflexão a respeito dos prós e contras (mais contras do que prós), existentes no projeto da Artesp. 

Os governistas mais ouviram do que falaram. Até porque o momento era impróprio para qualquer decisão de maior peso. 

Resta saber se tudo o que foi relatado por Caio a este colunista  terá servido para despertar o governo para o outro lado do pedágio; ou se, ao contrário, irá radicalizar ainda mais a posição política pró-cobrança.

Por via das dúvidas, o melhor é manter de pé o movimento contra o pedágio e confiar ainda mais na Justiça, que pode ser a grande esperança mogiana nesta difícil luta.

Correção em alarmes

A secretária interina da Saúde, Andréia Gomes Vital Godoi, abriu licitação para contratar uma empresa especializada na prestação de serviços de manutenção corretiva e preventiva dos sistemas de alarmes das unidades que integram o sistema de saúde pública da Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes. Com isso, espera-se que venha a ocorrer uma redução nos casos de ataques ao interior dessas unidades por marginais que vão atrás de medicamentos, equipamentos e até fios elétricos. Esses ladrões têm conseguido escapar ilesos dessas investidas, certamente em razão de falhas nos alarmes e sistemas de proteção dos postos e outras unidades.

Energia solar

Alegando que  “o Brasil precisa de energia limpa e sustentável”, o deputado federal Roberto de Lucena (PODE-SP) é autor de uma proposta que tem por objetivo proteger os pequenos geradores de energia. Segundo ele, a ideia é estimular cada vez mais as pessoas a migrarem para a matriz de energia solar, com placas fotovoltaicas, de modo que seja incentivado o uso da energia limpa em todo o território nacional. Segundo Lucena, estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), só com a redução de custos no uso de usinas termelétricas, sua proposta resultaria em uma economia de mais de R$ 150 bilhões até 2050, o que possibilitaria a redução do peso das bandeiras vermelhas nas contas e de emissões nocivas ao meio ambiente.

Peixes no Rio Tietê

O Dia Mundial do Meio Ambiente terá uma comemoração muito especial na região. Na próxima sexta-feira (4), a UMC e a Sabesp irão soltar no rio Tietê 11.500 peixes de quatro espécies nativas: curimbatás de lagoa, lambaris do rabo vermelho, tabaranas e acarás. O repovoamento acontecerá, de início, na região das barragens de Ponte Nova e Paraitinga, em Salesópolis,  e Biritiba Mirim, em Mogi.  Os peixes são resultado do trabalho realizado no Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos e Aquicultura (Lagoaa), do Núcleo Integrado de Biotecnologia da UMC, que existe desde 2003 e é importantíssimo para a preservação e manutenção das espécies da bacia.

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