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Pedágio, não

Caio fala sobe pedágio com o governador João Doria

Encontro aconteceu em São Paulo, na última terça-feira

Darwin ValentePublicado em 02/06/2021 às 09:44Atualizado há 14 dias
Eisner Soares / O Diário
Eisner Soares / O Diário

O prefeito Caio Cunha (PODE) teve, ontem pela manhã, a oportunidade de expor diretamente ao governador João Doria (PSDB) a insatisfação da região do Alto Tietê em relação ao pedágio que seu governo insiste em instalar na ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra.

 Foi durante um encontro político ocorrido no Palácio dos Bandeirantes, onde estavam o governador Doria, o vice Rodrigo Garcia (PSDB) , além do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi e do secretário da Casa Civil, Cauê Macris, mais 22 prefeitos e outros quatro deputados filiados ao Podemos.

Convidado a discursar durante o evento, o prefeito de Mogi se mostrou um aliado do governo estadual que estaria tentando, por meio das ações judiciais, ajudar a administração não passar constrangimentos em função das falhas contidas na proposta da Agência de Tranporte do Estado de São Paulo (Artesp) de concessão de várias rodovias paulistas, em cujo edital consta a intalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.

Em seu discurso, Caio teria proposto um “diálogo construtivo” com o governo para evitar que a região de Mogi das Cruzes venha a ser prejudicada pelo projeto da Artesp, que tenta impingir ao município uma série de obras de necessidades discutíveis, somente como forma de justificar a instalação de um pedágio num pequeno trecho de estrada que liga Mogi  ao trevo de acesso à rodoviaAyrton Senna.

Caio teria colocado às autoridades estaduais que o governo está correndo sério risco de perder a credibilidade junto à população do Alto Tietê pelo fato de a Artesp não estar disposta a ouvir a reação contrária de toda uma região contra a instalação do indigitado pedágio.

O prefeito teria ainda aproveitado o encontro de cunho evidentemente político-eleitoral para alertar o governo sobre o enorme desgaste  que está sofrendo  ao deixar de ouvir os protestos de todo o Alto Tietê contra o projeto da Artesp.

Caso, realmente, todos esses argumentos tenham sido entendidos e absorvidos pelos governistas, é bem provável que eles venham a fazer uma reflexão a respeito dos prós e contras (mais contras do que prós), existentes no projeto da Artesp. 

Os governistas mais ouviram do que falaram. Até porque o momento era impróprio para qualquer decisão de maior peso. 

Resta saber se tudo o que foi relatado por Caio a este colunista  terá servido para despertar o governo para o outro lado do pedágio; ou se, ao contrário, irá radicalizar ainda mais a posição política pró-cobrança.

Por via das dúvidas, o melhor é manter de pé o movimento contra o pedágio e confiar ainda mais na Justiça, que pode ser a grande esperança mogiana nesta  difícil luta.

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