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FOLCLORE POLÍTICO

Almoço entre prefeitos termina em confusão

Histórias envolvendo marido e mulher na política nem sempre terminam da melhor maneira possível

Darwin ValentePublicado em 04/06/2021 às 15:34Atualizado há 10 dias
Reprodução
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Os políticos mais antigos do Vale do Paraíba certamente se recordam do modo inesperado como terminou uma reunião do Codivap (espécie de Condemat de lá), realizada na cidade de Cruzeiro, no final da década de 90. 

Após o encontro em que se discutiram temas de interesse regional, como sempre acontecia, o prefeito da cidade-sede, João Bastos Soares, convidou seus colegas e respectivas esposas para um almoço no “Rancho L”, principal restaurante da cidade. 

O anfitrião, porém, não levou a dele. Preferiu a companhia de uma secretária, que ocupou lugar de destaque na configuração da mesa principal. 

Tudo corria na mais perfeita cordialidade, quando, no momento em que os garçons começavam a servir o prato principal, a titular do prefeito ingressou no pequeno espaço do restaurante, disposta a armar o barraco. 

E realmente armou. 

O almoço terminou por ali. O casamento do político cruzeirense também.

 Já a maioria dos prefeitos e suas companheiras teve de se contentar com um rodízio de beira da Dutra, na viagem de volta para as suas respectivas cidades.

Comida intragável

Anos 70, feijoada de aniversário de Wilson Raal, ex-deputado socialista de São Paulo, compadre de Jânio Quadros. 

Numa mesa, ao lado de grandes amigos. o anfitrião perguntou:

“Jânio, já que estamos em casa, com companheiros, irmãos, todos cassados, é uma boa hora de você nos contar por que renunciou”. 

Jânio ficou vermelho, respirou fundo, inchou, como se fosse explodir: 

“Dir-te-ei, Wilson. Dir-te-ei. (Escandia as sílabas, enfurecia os olhos, gritava). Perguntaste, queres resposta.Tê-la-á, Wilson. Renunciei à Presidência da República porque a comida do Palácio  da Alvorada era uma merda. Wilson, como a da tua casa!” 

Levantou-se e foi embora. 

Todos os demais logo o seguiram, como conta o impagável jornalista Sebastião Nery, que acompanhou o fato como um dos convidados do almoço, que também terminou mal.

Promessa cumprida à risca

Presidente da República, Jânio Quadros  foi a Mato Grosso, no dia 25 de fevereiro de 61. Mandou chamar o chefe regional do DNER, engenheiro José de Azevedo: 

“Quero uma estrada até Guaporé. O senhor tem seis meses para construí-la. No dia exato, daqui  a seis meses, espero um telegrama comunicando-me o cumprimento do dever".  

O engenheiro empurrou a estrada a toque de caixa. 

No dia 25 de agosto chegava a Guaporé. Ligou o rádio, anunciava-se a renúncia de Jânio. 

José Azevedo foi ao telégrafo: 

“Presidente Jânio Quadros, Brasília: cheguei às margens  do rio Guaporé. Eu cumpri o meu dever.”As.José de  Azevedo, chefe do DNER Mato Grosso.

Jânio entendeu, garante Sebastião Nery, que também contou a história.

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