EDUCAÇÃO

Ideb destaca o 5º ano nas redes oficiais de Mogi

DIÁRIO

Os resultados das provas realizadas pelos alunos dos anos da 4ª série (5º ano) do Ensino Fundamental das duas redes de ensino público foram pouco mais robustos do que os obtidos pela 8ª série (9º ano) no ano passado. O governo federal divulgou ontem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O dado geral de Mogi das Cruzes de 2019 (quando são somadas as escolas municipais e estaduais – e federais, quando elas existem) foi o mesmo de 2017, 6.8, ficando acima das médias estipuladas para os dois períodos de 6.0 e 6.2, respectivamente.

A rede municipal avançou um décimo saindo de 6.8 para 6.9 na 4ª série. Na estadual, a avaliação atingiu a meta, 6.4, no ano passado, e em 2017, o índice ficou em 6.2.

A avaliação é o ponto de partida para a análise do nível do aprendizado. É realizada a cada dois anos, e mostra a classificação de todas as escolas brasileiras (confira no site www.ideb.inep.gov.br).

Os dados locais refletem o que ocorreu no País. A partir do segundo ciclo do Ensino Fundamental, nem a rede municipal, representada por apenas uma escola, o Cempre Benedito Ferreira Lopes, o antigo Caic, na Vila Lavínia (6.0, sendo que a meta era 6.4) e nem na estadual, que atende a maior parte dos estudantes nessa fase do ensino, atingiram a média estipulada.

O Ideb estadual foi 4.8, em 2017, e 5.0, em 2019, ficando abaixo da meta (5.7). O Idep aponta uma sensível queda no índice entre o primeiro e o segundo ciclo. E, isso, não é de agora.

A secretária muncipal de Educação, Juliana Guedes, avaliou a nova bateria de dados. “Eu estaria satisfeita com um dez, mas há de se considerar que estamos obtendo resultados positivos a cada prova”. Além disso, reforçou, o exame de 2019 foi marcado por uma grave desorganização. A educadora destacou o fato de 15 das 94 escolas da cidade não terem tido os dados avaliados computados por uma falha no lançamento das informações. “Esperamos, em 2021, uma melhor organização”.

Sobre o desafio de equiparar as respostas das duas redes, ela afirmou que a municipalização poderá ser um caminho para isso, sem, no entanto, fixar datas. “Precisamos considerar que há dez anos, os municípios estão assumindo o Ensino Fundamental, antes disso, cuidávamos de creches”.

Sobre o impacto da pandemia na avaliação de 2021, ela foi direta: “teremos sim, e ainda não há como avaliar os efeitos desse ano na educação e formação futura”.

Segundo ela, ainda não há previsão sobre quando as aulas presenciais serão retomadas na cidade. “Estamos fazendo estudos para uma definição embasada na segurança para a retomada”, contou.


Deixe seu comentário