SANTA MARIA

Homem vence a Covid-19 após 94 dias internado em hospital de Suzano

CASO Ricardo Zuim ficou 94 dias internado no Hospital Santa Maria. (Foto: divulgação)

Após 94 dias internado no Hospital Santa Maria de Suzano, Ricardo Lúcio Zuim teve motivos de sobra para comemorar, no início da semana, 50 anos de vida: venceu a Covid-19 e se transformou em exemplo de determinação e esperança para quem está acometido gravemente pela doença, seus familiares e profissionais da área de saúde.

O especialista em treinamento de vendas conta que teve febre alta uma semana antes de ser levado ao hospital, no dia 10 de abril. Passado este primeiro sintoma e ainda sem cuidados médicos, retornou às atividades do cotidiano, mas uma severa falta de ar deu o sinal de que era preciso uma investigação mais profunda sobre o caso.

Um dia depois da internação no quarto em ala específica para o enfrentamento ao novo coronavírus, o baixo índice de saturação de oxigênio e o agravamento de problemas pulmonares levaram os médicos ao comunicado: a transferência para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Respiratória se faria indispensável.

“Foi um momento muito delicado. Sabia que seria sedado. Nunca perdi a vontade de viver. Sempre acreditei que iria sair daquela situação. Pensei muito na minha família”, recorda-se Ricardo, sem imaginar os dias difíceis que ainda enfrentaria.

Mesmo com acompanhamento permanente de médicos e profissionais de equipes multidisciplinares do Hospital Santa Maria de Suzano, a doença evoluiu e comprometeu os rins do paciente, o que exigiu hemodiálise.

Para piorar o quadro, o pulmão apresentava dificuldade de recuperação – uma união de fatos que levou a prognósticos desanimadores e comunicados, mediante respaldo psicológico, aos familiares.

Ricardo ficou 56 dias em estado de coma. Diariamente, eram-lhe apresentados áudios de orações e mensagens de estímulo gravados pela esposa Rosana, na mesma vibração positiva do casal de filhos (Mayara e Kauê). Ele se recorda dos conteúdos? Garante que a voz da companheira era transportada em sonhos dos quais se lembra em detalhes: transformar-se-ia a mulher em uma enfermeira dedicada e permeada de otimismo diante de circunstâncias absolutamente adversas.

E vai além: “Fui visitar muitos amigos em várias regiões do Brasil. Eu me via dirigindo carro adaptado e em cadeira de rodas. A voz dela era sempre presente, uma companhia fundamental’’, assegura Ricardo, que hoje retorna, aos poucos, à vida normal (livre, inclusive, de uma incômoda, porém necessária traqueostomia).

Sob emocionantes aplausos, ele deixou o Hospital Santa Maria dia 13 de julho. Agora, em franco processo de total recuperação física e acolhido pelos familiares, completou meio século com a autoridade de quem pode dizer: “Jamais deixem de acreditar em si, na família e de ter fé em Deus”.


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